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2016-01-08 às 18h04

Capacidade de atendimento nas urgências hospitalares está estabilizada

Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, com o Provedor da Misericórida de Lisboa, Pedro Santa Lopes, Lisboa, 8 janeiro 2016 (Foto: Mário Cruz/Lusa)

«Conseguimos estabilizar a situação» do atendimento atempado nas urgências hospitalares, afirmou o Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, acrescentando que isto foi possível «nos últimos dias, sobretudo em Lisboa e Vale do Tejo, fruto da transferência de recursos e de doentes». Estas declarações foram feitas aos jornalistas após a inauguração da Unidade de Saúde Familiar (USF) de Santa Cruz, em Torres Vedras.

O Ministro referiu ainda que a capacidade de atendimento das urgências hospitalares «está a ser monitorizada de hora a hora, em conjunto com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo».

No final do ano, alguns hospitais atingiram os máximos da sua capacidade de resposta, naquele que é o período de maior afluência de doentes, devido à gripe. Isto fez com que o Governo apelasse às pessoas para que telefonassem primeiro para a linha Saúde 24 (808 24 24 24), evitando - desta forma - que se deslocassem desnecessariamente aos hospitais, provocando congestionamentos.

Sobre a USF recém-inaugurada, Adalberto Campos Fernandes afirmou que estas infraestruturas têm como objetivo «tirar as pessoas dos hospitais e trazê-las para junto das suas casas».

E acrescentou: «Durante os quatro anos da legislatura, faremos tudo para que este exemplo venha a replicar-se de forma rápida por todo o País, para dar ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) o equilíbrio que perdeu nos últimos anos».

«Para a criação de mais USF, é necessário colocar mais médicos, uma vez que um milhão de portugueses ainda não tem médico de família. Dentro das dificuldades orçamentais, e desde que a formação médica responda na área da Medicina Familiar, recrutaremos todos os médicos que fizerem falta nas especialidades de que o SNS carece para responder às necessidades da população», concluiu.

De manhã, o Ministro visitou o antigo Hospital Militar da Estrela, recentemente adquirido pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa para cuidados continuados, onde sublinhou «a necessidade de pensar nas pessoas e encontrar soluções novas para velhos problemas».

«Num quadro em que a escassez de recursos é muito forte, nós não temos infelizmente muito dinheiro, temos restrições orçamentais que se vão prolongar para os próximos anos, mas temos obrigação de responder por aquilo que os mais pobres necessitam», afirmou Adalberto Campos Fernandes.

Lembrando que «o acesso a serviços como os de cuidados continuados é um problema que resulta essencialmente do empobrecimento, envelhecimento e abandono social», o Ministro realçou «a importância de projetos como os da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa».

E concluiu, referindo que «o Governo está a estudar, com o provedor da Santa Casa da Misericórdia, novas ideias que permitam pôr os jogos sociais a dar mais estímulos e benefícios à área da saúde».