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2016-01-06 às 21h03

Qualidade das instituições é o mais importante fator interno de competitividade de Portugal

Ministro das Finanças, Mário Centeno, no encerramento da conferência «Renovar o Modelo Competitivo em Portugal», Lisboa, 6 janeiro 2016 (Foto: Mário Cruz/Lusa)

A qualidade das instituições nacionais e europeias é o mais importante factor interno de competitividade de Portugal no seio da União Económica e Monetária, afirmou o Ministro das Finanças no encerramento da conferência «Renovar o Modelo Competitivo em Portugal», em Lisboa. Mário Centeno acrescentou que «numa pequena economia aberta como a portuguesa, o papel das instituições e a sua qualidade é crucial».

Contudo, «quando olhamos para esse enquadramento vemos deficiências, instituições incompletas», afirmou o Ministro acrescentando que «a regeneração da economia nacional e a retoma de uma trajetória de crescimento duradouro e sustentável depende amplamente da capacidade do país explorar o seu potencial endógeno de competitividade».

Mário Centeno referiu que o bom aproveitamento dos fatores internos depende «da implementação de instituições de qualidade, inclusivas», pois «só assim será possível prosseguir uma estratégia necessária e decisiva para aumentar a produtividade global da economia, incrementar o peso dos setores emergentes e inovadores, fomentar a criação de empresas com capacidade de se internacionalizarem, com impacto positivo na criação de emprego, na balança comercial e na riqueza nacional».

Em contrapartida, «é redutor equacionar competitividade apenas com salários» que são «apenas uma variável», disse o Ministro exemplificando que «o salário mínimo em Lisboa é 1/3 do de Paris», mas, no índice de competitividade do "Economist Intelligence Unit"» de 2012: Paris surgia na 5.ª posição enquanto Lisboa se situava na 58.ª posição», demonstrando que «o salário não é a única determinante da competitividade».

«Fica assim claro que o "velho" modelo competitivo assente nos baixos salários não é compatível com as perspetivas de integração de Portugal no quadro da União Económica e Monetária», concluiu Mário Centeno.