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A Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Catarina Marcelino, transmitiu a total disponibilidade do Governo da República para cooperar com o Governo Regional da Madeira nas matérias da igualdade de género e do combate à violência doméstica.
No final de uma reunião com a Secretária Regional da Inclusão e Assuntos Sociais, Rubina Leal, Catarina Marcelino afirmou que vai ser recuperado um protocolo com a Comissão para a Igualdade de Género e anunciou que em breve será lançado na Região Autónoma o manual de intervenção com crianças e jovens no combate à violência doméstica. Este manual, destinado a alunos do ensino básico e secundário, visa sensibilizar a comunidade escolar e, por outro, informar as crianças e jovens que vivam em contexto de violência doméstica.
Nesta deslocação à Região Autónoma da Madeira, a Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade participou também numa conferência promovida pela Câmara Municipal do Funchal, subordinada ao tema «As mulheres na política, uma questão de literacia para a liderança?».
Catarina Marcelino afirmou a necessidade de uma maior participação das mulheres na vida política e empresarial e lamentou as desigualdades salariais que ainda persistem entre homens e mulheres, no nosso País.
«Ainda existe uma grande injustiça social», referiu Catarina Marcelino, destacando as desigualdades salariais e a violência doméstica como expressão das discrepâncias entre homens e mulheres na sociedade portuguesa.
A Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade lembrou que o Governo é favorável à Diretiva que está em discussão, na União Europeia, que prevê maior equilíbrio entre homens e mulheres nos conselhos de administração das empresas cotadas em bolsa.
Recorde-se que o número de homens que lideram grandes empresas na União Europeia é desproporcionadamente elevado. As mulheres ocupam cerca de 20% dos lugares nos conselhos de administração das empresas cotadas em bolsa dos países da UE. Em Portugal, essa percentagem fica-se pelos 9%.
A proposta tem por objetivo aumentar a proporção de mulheres para 40% dos lugares não executivos nas empresas cotadas em bolsa até 2020 ou, em alternativa, de 33% em todos os lugares (executivos e não executivos).
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