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2016-01-05 às 19h26

Promoção da tecnologia, internacionalização das universidades e inovação das empresas são as prioridades externas para a economia

Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, participa num debate sobre inovação no seminário diplomático, Lisboa, 5 janeiro 2016 (Foto: ??/Lusa)

O Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, afirmou que, «ao nível externo, há três necessidades que são prementes e devem merecer a nossa atenção» para que Portugal esteja «num dos principais radares de tecnologia e de empreendedorismo mundiais», na sua intervenção no Seminário Diplomático, em Lisboa.

Em primeiro lugar, é preciso «promover um país de alta tecnologia», pois «não há nem deve haver qualquer contradição entre a modernidade e os setores considerados tradicionais», como os têxteis, o calçado, o agroalimentar ou a metalomecânica.

Em segundo lugar, há que «apoiar a internacionalização das universidades portuguesas», existindo já vários casos de sucesso. O Ministro destacou: o número crescente de estrangeiros a estudar em Portugal; a maior e melhor quantidade programas de parcerias internacionais (MIT Portugal, por exemplo); e a crescente mobilidade de cientistas nacionais para centros de investigação internacionais. «Para a potenciar todo este esforço, é fundamental que os sucessos decorrentes de um ensino superior nacional de qualidade tenham o merecido eco no estrangeiro», referiu ainda Manuel Caldeira Cabral.

Em terceiro lugar, é importante «promover a inovação, o empreendedorismo e as start-ups». Lembrando que, entre 2016 e 2018, Portugal irá acolher o Web Summit, «o maior evento anual do mundo de empreendedorismo, inovação e tecnologia, onde são esperados cerca de 40 mil participantes», o Ministro acrescentou: «Além dos benefícios imediatos para a economia [via turismo], esta é uma oportunidade única para colocar Portugal no centro das novas tecnologias, com potencial para atrair investimento, criar emprego e melhorar a competitividade da economia».

Manuel Caldeira Cabral realçou também três prioridades para «maximizar o aproveitamento do conhecimento que se produz em Portugal e a sua tradução em valor económico»:

  • Reforçar a transferência tecnológica e do conhecimento científico para a economia, através dos centros tecnológicos e da ligação entre universidades e empresas;
  • Apoiar a inserção de jovens qualificados nas empresas, para que haja um impacto real na internacionalização do tecido empresarial português; e
  • Incentivar o empreendedorismo e as start-ups tecnológicas, contribuindo para a criação de maior valor na economia e para o combate ao desemprego jovem.