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O Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, decidiu constituir um grupo coordenador «destinado a avaliar os constrangimentos existentes e a prepararem as soluções para as disfunções identificadas» nos serviços de urgência da Área Metropolitana de Lisboa. O grupo começa de imediato a trabalhar, dando prioridade às especialidades em que se verificam maiores dificuldades. As medidas decididas deverão começar a ser aplicadas a partir do dia 1 de fevereiro de 2016.
A decisão de formar este grupo de trabalho decorreu de uma reunião do Ministro e dos Secretários de Estado Adjunto, Fernando Araújo, e da Saúde, Manuel Delgado, com especialistas do setor com o objetivo de criar um novo modelo organizacional de Urgência Metropolitana de Lisboa, no âmbito do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
A necessidade desta medida deve-se à «especificidade diagnóstica e terapêutica de determinadas situações clínicas, bem como ao seu carácter urgente […], que permita uma assistência eficaz, atempada e de elevada qualidade», refere um comunicado do Ministério da Saúde.
Acrescentando que estas são «situações e patologias relativamente pouco frequentes, que condicionam uma procura por cuidados de saúde relativamente baixa» e que, «devido à sua especificidade, o número de profissionais de saúde com competência para a respetiva abordagem é relativamente reduzido», o comunicado refere que isto «obriga a que o SNS se organize de modo a garantir uma resposta pronta e coordenada».
«Este processo exige que se proceda a uma profunda reorganização dos cuidados de saúde hospitalares nas várias regiões de saúde do País, apostando nos princípios da cooperação interinstitucional, da organização em rede, e da partilha dos recursos disponíveis no SNS», acrescenta ainda o comunicado.
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