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2015-12-28 às 14h41

João Soares quer desenvolver parcerias locais para valorizar o património cultural

O Ministro da Cultura, João Soares, inaugurou o Centro Interpretativo das Memórias da Misericórdia de Braga, onde afirmou que «há uma disponibilidade muito grande do Ministério da Cultura para dialogar com as autarquias, com as misericórdias, com a Igreja, e com outras entidades, para poder encontrar soluções que sejam as mais ajustadas para o imenso património que temos, numa perspetiva de valorização desse acervo, que é parte da nossa identidade enquanto país e enquanto povo, e para a multiplicação dos recursos que podem ser gerados».

Sublinhando «a importância da colaboração entre Estado, autarquias e outras instituições», o Ministro realçou que «o restauro do Palácio do Raio foi fruto do trabalho conjunto da autarquia bracarense e da Santa Casa da Misericórdia». «É nesta lógica de cooperação com as misericórdias e com o poder local que queremos continuar a trabalhar», acrescentou.

O Palácio do Raio, onde está agora instalado o Centro Interpretativo das Memórias da Santa Casa da Misericórdia, projetado pelo arquiteto bracarense André Soares, foi construído entre 1752 e 1755, sendo um dos mais emblemáticos edifícios do barroco de Braga, e pertencia ao complexo do antigo Hospital de S. Marcos, que dali saiu em 2011.

O restauro do edifício e a instalação daquele Centro tiveram um custo total de 4,2 milhões de euros, financiado pelo Programa Operacional Regional do Norte e através do Fundo Jessica para a recuperação urbana.

Questionado pelos jornalistas sobre o destino dos 85 quadros de Miró - que pertenciam ao antigo BPN e estão agora à guarda do Estado -, o Ministro afirmou: «Está tudo em aberto». Em primeiro lugar, é preciso que esta coleção «seja inventariada, coisa que ainda não foi ao longo de tantos anos», referiu.

 João Soares concluiu afirmando que «se o acervo do Miró ficar depositado em Lisboa, como espero que possa ficar num espaço nacional, a primeira exposição deve ter lugar no norte do País. Se o acervo vier a ficar no Porto ou no norte do País, a primeira exposição deve fazer-se no sul do País».