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2015-12-15 às 23h42

Portugal aumenta em 11,4% as possibilidades de pescas em águas nacionais para 2016

Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, e Secretário de Estado das Pescas, José Apolinário, com o Ministro da Agricultura do Luxemburgo, Fernand Etgen, no Conselho de Ministros das Pescas da UE

«O resultado deste Conselho foi conseguir, para a pesca portuguesa, possibilidades que satisfazem as capturas tradicionais do setor, ao mesmo tempo que garantem a sua sustentabilidade ambiental», afirmou a Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, à saída do Conselho de Ministros da União Europeia responsáveis pelo setor das pescas, em Bruxelas.

Acrescentando que «conseguimos um bom resultado para Portugal», a Ministra sublinhou que o País obteve «um crescimento global de 11,4% nas possibilidades de pescas em águas nacionais, tendo também conseguido suavizar cortes previstos e aumentar algumas quotas». No total, os pescadores portugueses poderão capturar 63,5 mil toneladas quando em 2015 tinham sido 57 mil toneladas.

«A proposta inicial da Comissão previa um decréscimo de 61% para a pescada, tendo Portugal conseguido uma diminuição de apenas 25%», exemplificou Ana Paula Vitorino.

Outras reduções nos cortes de espécies importantes foram: o tamboril (diminuição de 14%, em vez dos 19% propostos), o areeiro (estabilizou, quando estava prevista uma redução de 26%) e da raia (uma possível redução de 10% evoluiu para a manutenção da quota para 2016, e ainda a possibilidade de voltar a capturar a raia curva).

A Ministra referiu ainda que, em 2016, «a quota do bacalhau da Noruega manter-se-á ao mesmo nível deste ano» e Portugal obteve um aumento de 26% da quota de lagostim, que era «uma reivindicação do setor».

«Tive ainda oportunidade de me reunir com todos os protagonistas da área da pesca, trabalhadores e armadores, coisa que farei com regularidade e antes de cada Conselho, porque julgo que é minha obrigação ouvir aquilo que são as preocupações do setor nas várias perspetivas», concluiu Ana Paula Vitorino.