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2015-12-03 às 12h53

«É fundamental recuperar a confiança no sistema de ciência e tecnologia»

Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, no debate do Programa do Governo, Assembleia da República, 3 dezembro 2015 (Foto: Tiago Petinga/Lusa)

«É fundamental recuperar a confiança no sistema de ciência e tecnologia, garantindo a nossa aproximação e presença ativa na Europa do conhecimento e da ciência», afirmou o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, na apresentação do Programa do Governo à Assembleia da República, acrescentando que «o nosso objectivo é fazer de Portugal um país da ciência, da cultura e do conhecimento».

O Ministro referiu ainda que se trata «de assumir o investimento na ciência e no conhecimento como um projeto colectivo para o futuro de Portugal», pelo que «importa democratizar o acesso à ciência e ao conhecimento (…), persistindo no apoio à atividade científica, às suas instituições, e aos mecanismos de relacionamento e proximidade com a sociedade».

Manuel Heitor sublinhou também que é relevante «apostar na formação avançada e no emprego científico, assim como aproximar os cientistas da população, estimulando a participação pública no desenvolvimento científico e cultural».

«Apostar no conhecimento, é apostar nas pessoas», afirmou o Ministro, acrescentando que isto inclui:

  • A promoção da cultura científica e tecnológica na sociedade através da disseminação do conhecimento e do diálogo;
  • A promoção da aprendizagem ao longo da vida e da formação profissional;
  • A densificação do nosso território em termos de atividades científicas e tecnológicas orientadas para a inovação;
  • A internacionalização crescente das nossas instituições, através de alianças e parcerias.

Referindo-se ao Programa do Governo, Manuel Heitor destacou os seguintes pontos:

  • Envolver a comunidade científica na definição e construção social das políticas públicas de estímulo à produção e difusão do conhecimento, de modo a recuperar a confiança dos agentes científicos;
  • Garantir o reforço da atividade científica, incluindo uma total articulação entre as políticas de desenvolvimento dos sistemas científico e de ensino superior;
  • Estimular o emprego qualificado através da densificação da atividade científica, tecnológica e cultural;
  • Alargar e democratizar o acesso ao ensino superior.
  • Valorizar a relação com as diásporas científicas no mundo e na Europa, garantindo uma relacionamento da cooperação internacional, nomeadamente na lusofonia;
  • Apoiar a mobilização conjunta de escolas, centros de investigação, empresas de base científica e administração pública, a nível nacional e internacional.

E concluiu: «Acreditamos em Portugal, e acreditamos que Portugal se pode afirmar como um País de ciência, de cultura, de conhecimento».