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«Eu fiz questão que esta minha primeira deslocação ao exterior fosse precisamente à União Europeia para reafirmar aquilo que é óbvio: a UE é uma aposta estratégica, fundamental, dos governos portugueses, desde que em 1976 o Dr. Mário Soares apresentou o pedido de adesão de Portugal à UE», afirmou o Primeiro-Ministro António Costa em Bruxelas, onde participou na reunião do Conselho Europeu. O Primeiro-Ministro acrescentou que desde então «Portugal tem tido uma posição constante e vai continuar a ter, obviamente», sempre «na linha da frente dos processos de integração europeia».
O Primeiro-Mministro afirmou que a cimeira entre a União Europeia e a Turquia «correu muitíssimo bem» - tendo aprovado o fortalecimento da cooperação entre a União e a Turquia para melhorar a gestão dos fluxos migratórios, e criado um fundo de três mil milhões de euros para este propósito -, referindo que «Portugal estava, aliás, numa posição confortável, porque não só é membro de corpo inteiro da UE, como é um velho aliado da Turquia no âmbito da NATO, e portanto, temos sempre tido uma posição coerente, de defesa da aproximação entre a UE e a Turquia».
A posição portuguesa sobre a questão dos refugiados - que «já vinha definida, aliás, do Governo anterior» - é uma posição «de partilha de responsabilidades para fazer face a esta gravíssima crise dos refugiados e também de aprofundamento daquilo que são os instrumentos de cooperação no âmbito da política de vizinhança e no âmbito da política de adesão da Turquia à UE», disse António Costa.
Em respostas a perguntas de jornalistas, o Primeiro-Ministro afirmou que os parceiros europeus de Portugal estão tranquilos com a situação portuguesa: «Aliás, não vejo razão para que não houvesse tranquilidade, visto que temos hoje uma maioria parlamentar sólida».
À entrada para a cimeira, António Costa disse que «a estratégia orçamental que o Governo definiu passa pelo cumprimento dos compromissos internacionais de Portugal, designadamente em matéria de redução do défice e iniciarmos, sustentadamente, a redução da dívida».
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