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Intervenções

2019-05-29 às 13h53

Intervenção do Secretário de Estado Adjunto e das Comunicações na conferência «Os desafios da regulação»

O digital irrompeu nas nossas vidas para definitivamente as transformar. Depois dos primeiros bits comunicacionais estamos a chegar à pandigitalização do nosso quotidiano. É, realmente, uma disrupção. Porque os gigabits por segundo aplicados a uma multitude de utilidades, equipamento, serviços, e ao nosso próprio corpo, não estão apenas a processar mais dados e a fazê-lo mais depressa. É um "quantum" que cria um "quid". Há uma humanidade pré digital e uma humanidade pós digital. Esperemos é que esses humanóides que estão a sair dos "lab tech" saibam processar o humanismo. Mas não é certo. Como em todas as revoluções tecnológicas há riscos e oportunidades.

O primeiro risco é o da assimetria digital, o fosso digital. Esta assimetria pode ser territorial, social, económica. À primeira responde-se com cobertura de redes com densidade adequada, para que não se cavem mais profundas interioridades, em contravapor com uma tecnologia que tem a virtualidade de neutralizar periferias geográficas. A acessibilidade a internet e a internet de banda muito larga é hoje um serviço de interesse geral essencial à fixação de pessoas, de empresas, de Universidades, de serviços públicos. E o desafio não é apenas cobrir todo o território com redes e sinal. Sempre tivemos autoestradas no litoral e estradas de terra batida no interior. O desafio mesmo é cobrir o território de forma homogénea com fibra óptica. As periferias e as Beiras profundas podem estar no centro do mundo.

Leia a intervenção na íntegra em anexo.