Intervenção do Ministro do Planeamento e das Infraestruturas na Conferência da Ordem dos Economistas - XXI Governo - República Portuguesa

Intervenções

2018-11-02 às 16h21

Intervenção do Ministro do Planeamento e das Infraestruturas na Conferência da Ordem dos Economistas

(...) A outra prioridade em que nos concentrámos foi a criação de condições para o investimento, com particular destaque para o investimento produtivo.

A prioridade ao investimento envolveu duas linhas de atuação:

- A estabilização acionista e capitalização dos principais bancos, que era imprescindível para afastar os relevantes riscos sistémicos que impendiam sobre a economia portuguesa, mas também para que o sistema financeiro voltasse a poder oferecer financiamento à economia em situação de normalidade, permitindo superar o problema, de que os empresários se queixavam, de não conseguirem financiamento bancário para bons projetos de investimento.

- E, também, a dinamização do investimento através da aceleração dos fundos europeus do Portugal 2020. Neste âmbito, resolvemos um conjunto de entraves administrativos e regulamentares que faziam com que os apoios ao investimento empresarial estivessem parados, e conseguimos imprimir um ritmo no Portugal 2020 que nos levou a superar recordes históricos de pagamentos de incentivos às empresas, que já superaram os 1 800 M€ de pagamentos.

Os resultados desta estratégia são conhecidos:

Ao nível da atividade económica, esta cresceu de forma acentuada, atingindo o crescimento mais alto desde o ano 2000; e com o país a registar uma taxa de crescimento superior à dos nossos parceiros europeus, tanto no ano passado como neste.

Ao nível do investimento, o seu crescimento foi tão expressivo que, só nos últimos 12 meses, registávamos um volume de investimento mais de 7.300 M€ acima da média de investimento anual da anterior legislatura.

Ao nível do emprego – porventura a variável com maior impacto social – foram criados 321 mil postos de trabalho, permitindo estancar a hemorragia demográfica, particularmente de jovens que se viam forçados a abandonar o país.

Finalmente, no que respeita às contas públicas, apresentámos, ano após ano, o mais baixo défice público da História da democracia portuguesa, mais baixo mesmo do que o que apresentámos nas propostas de Orçamento de Estado, algo a que os portugueses não estavam habituados, mas que agora faz parte do que já consideram normal, da parte do atual Governo. (...)

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