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Intervenções

2019-07-08 às 16h24

Intervenção do Ministro do Ambiente e da Transição Energética na conferência «Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050: O papel do Financiamento Sustentável»

Começo esta intervenção com uma citação de um filósofo Alemão (Arthur Schopenhauer): "Toda a verdade passa por três estágios. No primeiro, é ridicularizada. No segundo, é violentamente combatida. No terceiro estágio, é aceite como sendo uma evidência obvia". Aplica-se perfeitamente à verdade do financiamento sustentável.

É inegável a relação entre a exploração de recursos naturais e o sistema financeiro. Ela sempre existiu: porque, para um país crescer economicamente, são precisos recursos. E, para os extrair e processar, é preciso investimento. Aqui sempre houve uma forma de circularidade. Já no que diz respeito aos recursos e sistemas naturais, a linearidade imperou. Internalizaram-se dividendos, externalizaram-se custos ambientais, empurrando-os para as gerações futuras. E nós somos essas "gerações futuras".

Durante muito tempo, o setor financeiro esteve ausente desta reflexão. Mas a legislação ambiental dos anos 80 principiou o compromisso da atividade económica com o cumprimento de critérios de desempenho, de modo a garantir o bem-estar das sociedades. Hoje, o tema "Ambiente" é cimeiro na agenda mundial.

Partindo das externalidades negativas da economia, hoje já falamos do propósito das organizações e da sua responsabilidade para com a sociedade em que vivemos: a de hoje, a dos nossos filhos e a dos nossos netos.

O ambiente é um tema clássico de justiça intergeracional: ignorar efeitos futuros, porque não vamos ser nós a sofrer as consequências, é passar esse ónus para as gerações futuras. E nós, hoje, já estamos a pagar por esses erros do passado.

Leia a intervenção na íntegra