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Intervenções

2018-11-24 às 8h13

Discurso da Ministra da Cultura na inauguração da Feira Internacional do Livro de Guadalajara - México

Diz uma cantiga de D. Dinis, o nosso Rei trovador e, sem grande exagero, o primeiro patrono da cultura portuguesa, que "Quando o vir dos olhos meus,/ que possa aquel dia veer/ que nunca vi maior prazer."

A alegria da chegada é um tema recorrente na nossa primeira poesia, naquele momento em que a literatura e a cultura de Portugal que hoje comemoramos se começaram a definir. É, por isso, com enorme alegria que vos falo, nesta chegada à Feira Internacional do Livro de Guadalajara, que cada vez mais se consolida como o grande evento do mercado do livro em língua espanhola.

Ser o Convidado de Honra representou para nós um desafio, um processo longo e complexo, o qual ultrapassou as fronteiras da cultura, ou melhor, exigiu de nós uma visão transversal de cultura, porque a Cultura é, também, educação, diplomacia e economia. Vemos, por isso, esta presença como uma oportunidade, centrada no ensejo de dar início a um processo de contactos e de trocas mais frequentes e mais regulares e, acima de tudo, levar o conhecimento de Portugal a camadas muito mais vastas de público.

"O Futuro é a Aurora do Passado", é este o verso de Teixeira de Pascoaes que serve de lema à participação portuguesa na FIL. Falemos, por isso, um pouco de passado. Portugal e o México têm um passado conjunto, cujas relações diplomáticas remontam há 154 anos, quando o Coronel Francisco Facio apresentou as suas credenciais como primeiro enviado extraordinário do México em Lisboa, perante o nosso Rei D. Luís.

Leia a intervenção na íntegra