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Intervenções

2019-06-14 às 19h20

Artigo do Ministro dos Negócios Estrangeiros «A Europa no mundo»

A União Europeia apresenta muitas vantagens em comparação com outros atores internacionais, como os Estados Unidos, a China, a Rússia, o Japão ou a Índia. A sua economia é a que melhor se inscreve na cena global, pela abertura ao comércio, a dimensão do mercado, o volume da riqueza produzida e a repartição per capita. Tudo isto permite mitigar o atraso de que sofre face aos Estados Unidos – e começa a sentir em relação à China -, em investigação, tecnologia e inovação. O modelo social que lhe é característico, com uma forte proteção do trabalho, a valorização institucional do sindicalismo e uma real componente redistributiva, além da identificação das falhas de mercado e da necessidade dos serviços públicos, impõe uma certa regulação da globalização. O mesmo faz o padrão de exigência que segue em matéria de preservação ambiental, segurança alimentar, defesa dos consumidores ou contestação do dumping social. 

A União Europeia é a região do mundo onde se regista uma maior aproximação, ou menor distância, entre os interesses prosseguidos e os valores proclamados. Isso dá-lhe uma autoridade moral e uma influência normativa bem superiores às de outros protagonistas. Várias das agendas multilaterais mais prementes – como a Agenda do Clima ou os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – retiram parte crucial da sua força da liderança europeia. A UE é o maior doador de ajuda ao desenvolvimento e o maior provedor de ajuda humanitária. Relaciona-se com todos os espaços mundiais, mantendo formatos regulares de cooperação com países e entidades regionais em todos os continentes. As dinâmicas de aproximação e integração que põe em prática, da união monetária a Schengen, da política comum de segurança e defesa ao Erasmus, do pilar dos direitos sociais aos programas de ciência, da política agrícola comum à política de coesão, constituem modelos de referência planetária. E, sobretudo, sete décadas de paz ininterrupta comprovam a justeza da visão e propósitos dos seus pais fundadores.

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