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Comunicados

2019-08-07 às 12h59

Taxa de desemprego atinge valor mais baixo desde 2003

Os indicadores do mercado de trabalho hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) apontam para uma trajetória robusta de crescimento do emprego e de melhoria da sua qualidade ao longo da presente legislatura.

Com efeito, no 2.º trimestre de 2019, o emprego alcançou, em termos globais, o valor mais alto desde o início de 2010, chegando às 4 916,7 mil pessoas, o que representa um acréscimo de 355,2 mil empregos relativamente ao último trimestre de 2015, altura em que o Governo iniciou funções.

Ao mesmo tempo, a taxa de desemprego baixou de 12,2% no último trimestre de 2015 para 6,3% no 2.º trimestre de 2019, com o número de desempregados a recuar para os 328,5 mil, o patamar mais baixo em quase 17 anos e que traduz uma redução de 305,4 mil pessoas em situação de desemprego face ao final de 2015. Já a taxa de desemprego jovem desceu de 32,8% para 18,1%, no correspondente a menos 25,1 mil desempregados jovens, e a taxa de desemprego de longa duração desceu de 7,6% para 3,3%, representando menos 220,3 mil desempregados de longa duração.

A qualidade do emprego melhorou de forma significativa ao longo da legislatura, com o número de trabalhadores com contratos sem termo a crescer 11,1% (mais 321,9 mil), num contexto em que o número de trabalhadores com contratos de trabalho a termo e outros vínculos temporários cresceu apenas 3,4% (mais 28,5 mil), o que significa que 92% do crescimento líquido do emprego neste período é explicado pelo aumento do número de trabalhadores com contratos permanentes.

A melhoria da qualidade do emprego é visível também no plano das remunerações, sendo que o rendimento médio mensal líquido dos trabalhadores por conta de outrem cresceu 9,2% face ao final de 2015, alcançando o valor mais elevado da série estatística (911€/mês), e o número de trabalhadores com rendimentos superiores a 1.200 euros cresceu 25,3% (mais 154,4 mil).

É ainda significativo que o emprego tenha crescido fundamentalmente nos níveis de qualificação iguais ou superiores ao ensino secundário, que representam hoje mais de 56% do emprego total em Portugal, com um aumento agregado de 20,1% e que chegou aos 20,7% no nível superior de ensino.

Neste contexto, em que o crescimento do emprego superou amplamente a redução do desemprego, a força de trabalho portuguesa expandiu-se em 49,7 mil ativos, sendo ainda de sublinhar o decréscimo da chamada taxa de subutilização do trabalho, que passou de 21,0% no 4.º trimestre de 2015 para 12,4% no 2.º trimestre deste ano, sendo que para esta diminuição contribuiu, além da descida do desemprego, a diminuição do número de inativos desencorajados (menos 27,1 mil) e do subemprego a tempo parcial (menos 32,2 mil).