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Comunicados

2018-10-29 às 19h37

Nota de pesar pela morte do fotojornalista Gérald Blouncourt

A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, lamenta a morte do fotojornalista Gérald Bloncourt.
 
Nascido no Haiti em 1926, o percurso do fotógrafo Gérald Bloncourt está ligado ao imaginário coletivo da imigração portuguesa em França. Foi através do seu olhar que pudemos, todos, conhecer e admitir as duras condições de vida de gerações que a ditadura obrigou a partir e que procuravam na periferia parisiense melhores condições de vida. Através de um gesto marcado pela objetividade, como é o dos grandes fotógrafos, contou a história silenciada, envergonhada e escondida de um país fechado sobre si próprio.
 
A relação de Gérald Bloncourt com Portugal acompanhou não só os "bidonville" portugueses, como também o percurso de imigração, a salto, e o Portugal pré e pós-revolução. Fotógrafo comprometido, militante humanista e poeta do quotidiano, dono de uma sensibilidade que incomodava pela franqueza, Bloncourt acompanhou, entre 1954 e 1974, as gerações de portugueses que fugiam de um país em ditadura.
 
Com as célebres fotografias do "bidonville" de Champigny-sur-Marne, nos arredores de Paris, e dos bairros da cintura industrial da capital francesa, Bloncourt assinou um capítulo da história de Portugal.
 
Agraciado em 2016 com a Ordem do Infante Dom Henrique pelo Presidente da República, as suas fotografias foram objeto de várias exposições, nomeadamente, na Cité Nationale de l’Histoire de l’Immigration, em Paris, no Museu das Migrações e das Comunidades, em Fafe, ou no Museu Coleção Berardo, em Lisboa.
 
À Família e Amigos enviam-se sentidas condolências.
Áreas:
Cultura