O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, e a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, receberam a direção da União Geral de Trabalhadores (UGT) na Residência Oficial do Primeiro-Ministro, em Lisboa.
A reunião teve como objeto o anteprojeto de reforma da legislação laboral (intitulada Trabalho XXI), que está em discussão, do qual a UGT contesta algumas medidas incluídas na proposta do Governo, tendo anunciado a intenção de convocar um dia de greve geral, juntamente com a central sindical CGTP.
Luís Montenegro afirmou, numa declaração na entrega dos prémios PME Excelência, em Guimarães, que não "nos vamos desfocar da nossa responsabilidade de tomarmos as decisões que são necessárias, com o máximo consenso que for possível, para cumprirmos a nossa obrigação de tornar o país mais competitivo, mais robusto para enfrentar os próximos anos".
Afirmando a necessidade de "legislação laboral mais flexível e amiga do investimento" para a economia "dar o salto de 2%, para 3% ou 3,5% ou 4% de crescimento", acrescentou que é "agora, que temos condições que estamos a crescer, que temos pleno emprego, que temos a situação financeira controlada, que temos a obrigação de transformar o mercado laboral" para dar às empresas e aos trabalhadores "a oportunidade de terem melhores salários",
Noutra declaração em 8 de novembro, o Primeiro-Ministro afirmou que "não há razões objetivas para haver um movimento de contestação desta dimensão", sublinhando que a proposta "está em discussão precisamente com os parceiros sociais", não havendo "razão para tomar uma posição final sobre um processo que está em andamento e em concertação".
Luís Montenegro, quando da estadia em Belém do Pará, Brasil, onde participava na COP30, disse ser "muito difícil de compreender" num Portugal que foi, "no último ano, o país da OCDE no qual o rendimento dos trabalhadores mais subiu", "haja uma greve geral".
O Primeiro-Ministro referiu que esta subida dos rendimentos dos trabalhadores se deveu à "diminuição dos impostos sobre o rendimento do trabalho" e ao "aumento dos salários".