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Notícias

2025-07-31 às 21h34

Primeiro-Ministro apela à serenidade perante os incêndios

Primeiro-Ministro Luís Montenegro faz declaração
O Primeiro-Ministro Luís Montenegro apelou à serenidade e ao "espírito de unidade nacional" para "podermos todos colaborar na resolução de um drama que nos preocupa a todos" referindo aos fogos rurais que ocorrem no verão.

Luís Montenegro referiu que "quando somos confrontados com situações de aflição, queremos ter a resposta perto de nós e isto é legítimo", acrescentando que "é indiscutível" que "estamos a fazer esse esforço".

O Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida já está a trabalhar no "apoio posterior à resolução destes incêndios, para que as pessoas possam recuperar rapidamente as condições para terem as suas vidas normalizadas".

O Primeiro-Ministro, que fez esta declaração na aldeia de Sanfins, Valpaços, onde inaugurou o Centro de Relevância Alzheimer e Parkinson, sublinhou que este ano Portugal tem mobilizado "o maior dispositivo de sempre" e está "preparado para poder acorrer às múltiplas solicitações que infelizmente nos dias de maior adversidade meteorológica sempre acontecem".

Repressão

"Temos tido uma política de prevenção cada vez mais intensa, multidisciplinar" disse, acrescentando que o Governo tem "atuado na prevenção, no ordenamento florestal", havendo "um plano florestal" que inclui estes elementos.

Simultaneamente, é preciso intervir "com uma política repressiva também firme", para dissuadir os responsáveis pelos fogos, disse, referindo "o aumento de duas para cinco equipas de investigação criminal que promovemos este ano, com a interação de todas as forças que têm capacidade investigatória, à cabeça das quais a Polícia Judiciária, que tem surtido efeito e que vai continuar a ser uma prioridade do Governo e das forças de segurança".

Proteger as pessoas

Luís Montenegro sublinhou que os meios do dispositivo são suficientes, mas não ilimitados, sendo "sempre muito difícil fazer a gestão", nomeadamente em momentos de crise.

"Não vale a pena, por estes dias, nós estarmos concentrados em polemizar quando nós temos de estar concentrados em combater" o fogo e "proteger as pessoas, as suas vidas e depois também o seu património", o que não quer dizer que não se deva escrutinar as decisões, mas recusando-se a "contribuir para adensar a intranquilidade das populações que já sofrem".