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Notícias

2026-03-17 às 15h45

Portugal aponta via diplomática para abertura do estreito de Ormuz

Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, com os homólogos de Espanha, Jose Albares Bueno, da Bélgica, Maime Prevot, e da Eslovénia, Tanja Fajon, Conselho de Negócios Estrangeiros da União Europeia, Bruxelas, 16 março 2026 (UE)
O Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afirmou que Portugal considera que devem ser feitos todos os esforços políticos e diplomáticos para terminar o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa parte da navegação que transporta petróleo.  

"Tudo aquilo que se possa fazer para desobstruir o estreito de Ormuz e permitir a liberdade de navegação é positivo", e "há imensas coisas que se podem fazer no plano político, diplomático. É neste plano que Portugal está e que estará também, julgo eu, a União Europeia", afirmou Paulo Rangel.

Numa declaração durante a reunião dos chefes das diplomacias da União Europeia, em Bruxelas, no dia 16 de março, o Ministro sublinhou que "Portugal não está, nem vai estar, envolvido" no conflito entre os Estados Unidos e Israel e o Irão. 

Paulo Rangel disse que entre os Governos da União Europeia há um "amplo consenso" para fazer esforços para "superar este bloqueio ou manipulação de liberdade de navegação" no estreito de Ormuz, o que "não implica uma deslocação de meios militares para a região e, especialmente, para o estreito de Ormuz".

"Todos estão dispostos, especialmente aqueles que mais meios têm – e quando digo meios, digo também meios diplomáticos – a cooperar neste sentido", disse ainda. 

O Ministro disse também que Portugal tem a sua "posição de princípio" sobre o conflito, sendo favorável à via negocial, apesar de compreender que "era uma via difícil" e "que o Irão é uma grave ameaça, como, aliás, se viu". 

Quando o Irão atacou países vizinhos, "que não estavam envolvidos e que alguns até tinham sido bastante duros a condenar esta intervenção [dos Estados Unidos e de Israel], isso demonstra que o Irão não é um país confiável".

Paulo Rangel afirmou que o Irão responderia atacando quem o tinha atacado, não podendo ser considerado resposta atacar outras Estados, acrescentando que "o regime do Irão provou ser um regime perigoso".

A ameaça de ataque à navegação comercial no estreito de Ormuz feita pelo regime do Irão, provocou a paragem dessa navegação, que transporta sobretudo petróleo dos países da região, tendo impacto nos seu preço e na economia mundial.