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Notícias

2025-12-02 às 9h38

Portugal apela à não-violência e ao respeito pelas instituições democráticas na Guiné-Bissau

Perante a crise política que abala a Guiné-Bissau, o Governo português apela à não-violência e ao respeito pelas instituições democráticas, sublinhando a necessidade de restaurar rapidamente o normal funcionamento constitucional.
 
O Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, assegura: "neste momento, a comunidade está perfeitamente calma. Está a ser informada sobre toda a atualização que se pode fazer da situação".

Portugal apela a todos os intervenientes que se abstenham de qualquer ato de violência, sejam eles de natureza institucional ou cívica destacando que a estabilidade política é essencial para a segurança da população e para o futuro democrático do país. O Ministro reitera "que não se use em caso nenhum a violência" e dirige um apelo ao regresso da normalidade constitucional, bem como à "contenção do uso da força".

Em articulação permanente com a Embaixada de Portugal em Bissau, o Governo acompanha de perto a situação, assegurando a proteção dos cidadãos portugueses.

O governante reforçou que "é fundamental que se regresse à normalidade constitucional", destacando que Portugal, juntamente com outras vozes da comunidade internacional — Nações Unidas, Brasil e União Europeia — faz um "apelo urgente" àqueles que detêm autoridade para que criem condições para esse regresso.

A crise atual representa mais uma interrupção da normalidade constitucional na Guiné-Bissau que, desde a sua independência, enfrentou cinco golpes de Estado, 17 tentativas de golpe e sucessivas alterações governativas.

Portugal assume uma posição clara pela defesa dos valores democráticos e mantém-se atento à evolução dos acontecimentos, defendendo o regresso à normalidade constitucional.