A Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, realizou um conjunto de visitas às Unidades Locais de Saúde do Baixo Mondego, na Figueira da Foz, da Região de Leiria e do Oeste, em Caldas da Rainha, com o objetivo de acompanhar e avaliar a capacidade de resposta das unidades de saúde face ao aumento do fluxo de utentes decorrente da gripe e de outras infeções respiratórias.
Durante as deslocações, a Ministra da Saúde visitou serviços de urgência, reuniu com os conselhos de administração e promoveu o diálogo direto com profissionais de saúde, reforçando a importância da proximidade e da articulação no terreno.
Na Unidade Local de Saúde do Baixo Mondego, no Hospital Distrital da Figueira da Foz, Ana Paula Martins participou na sessão de acolhimento aos 42 novos médicos internos, que vão iniciar a formação e reforçar as equipas dos cuidados hospitalares e dos cuidados de saúde primários, aos quais pediu: "Não desistam de nós".
Com a mensagem de compromisso e responsabilidade, apelou a que não desistam da sua missão ao serviço do país e das pessoas, sublinhando o papel central que desempenham no futuro do Serviço Nacional de Saúde, "eu acho que nenhum de nós pode desistir daquilo que é a sua missão. E ali falei para os nossos jovens médicos, há um grupo, no país inteiro, que começa hoje o seu internato, e, quando lhes disse ‘não desistam de nós’, referia-me, sobretudo, a não desistam de nós, portugueses".
As visitas às ULS de todo o país, que têm decorrido durante as últimas semanas, inserem-se numa estratégia mais ampla do Governo, com vista a avaliar a preparação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para o período de Inverno, caracterizado por um aumento da pressão assistencial, nomeadamente na gestão dos serviços de urgência e na articulação entre os diferentes níveis de cuidados de saúde.
O contacto direto com as equipas no terreno permite sinalizar as necessidades existentes e analisar medidas concretas para o reforço de recursos humanos e materiais, bem como para melhor a articulação entre os cuidados de saúde primários, hospitalares e continuados.
A prioridade dada a uma resposta coordenada e eficiente pretende garantir que todas as pessoas têm acesso a cuidados de saúde adequados, reforçando a capacidade de resposta do SNS num dos períodos mais exigentes do ano.