Esta terça-feira, dia 7 de abril, na assinatura de protocolo entre a Estrutura de Missão "Reconstrução da Região Centro do País" e Fundações, em Tomar, Luís Montenegro reiterou que está a ser feito um investimento redobrado na limpeza da área florestal mais afetada pelo mau tempo face à perigosidade de a floresta estar com muitas árvores derrubadas.
"Está a ser feito um investimento redobrado no que toca à limpeza da área florestal mais afetada e estamos a fazer também intervenções que possam agilizar a coordenação entre as várias entidades que têm responsabilidade nesta matéria", disse, destacando também que as nossas florestas têm "muitas árvores derrubadas e, portanto, muito combustível".
O Primeiro-Ministro assumiu a aceleração imediata da execução dos apoios públicos às populações e empresas afetadas pelo mau tempo, apontando para as próximas semanas a conclusão do Programa de Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), com especial foco na prevenção de incêndios.
Luís Montenegro destacou que o elevado nível de participação cívica reforça a legitimidade do plano como instrumento central de transformação e resposta estrutural, que permite consolidar uma resposta mais robusta aos desafios de recuperação e resiliência, num contexto de crescente pressão sobre o território.
O PTRR recolheu mais de 700 contributos em consulta pública e encontra-se na fase final de consolidação. O processo integra propostas de órgãos de soberania, partidos, autarquias, associações e academia. Paralelamente, mantém articulação com as instituições europeias para assegurar o financiamento do programa.
Na cerimónia, que contou também com a presença do Presidente da República, Luís Montenegro valorizou a intervenção de António José Seguro, considerando-a "um impulso construtivo" para mobilizar instituições, acelerar decisões e reforçar a execução no terreno. "Eu quero, nesta ocasião dizer, senhor Presidente, que temos registado como muito positivas as suas intervenções e interações com as pessoas, com as comunidades, as instituições, as autoridades locais, num impulso que é construtivo para que todos os órgãos da administração e todas as estruturas da nossa sociedade possam convergir para sermos mais rápidos a executar, a agir e a transformar em realidade aquilo que está muitas vezes nas nossas intenções, nas nossas intervenções e mesmo nos novos instrumentos jurídicos e institucionais", disse.
Como resposta aos desafios estruturais identificados, o Governo está a reforçar a coordenação entre ministérios e entidades operacionais, envolvendo várias estruturas da proteção civil, forças de segurança, ambiente e autarquias, com ações no terreno orientadas para a prevenção e mitigação de riscos.