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2026-04-10 às 17h02

Governo vai continuar à procura de acordo para legislação laboral mais ágil

Primeiro-Ministro Luís Montenegro à chegada à conferência dos 150 anos da Caixa Geral de Depósitos, Lisboa, 10 abril 2026 (Gonçalo Borges Dias/GPM)
O Primeiro-Ministro garantiu que o Governo vai continuar, "no âmbito da concertação social, à procura de um acordo que possa dar às relações laborais também o espírito de incremento de produtividade e competitividade, que transformem a nossa economia numa economia ainda mais atrativa para o investimento, que deem segurança aos investidores, que deem confiança aos investidores", afirmou Luís Montenegro esta sexta-feira, em declarações à imprensa, após a conferência que assinalou os 150 anos da Caixa Geral de Depósitos. 

Portugal tem de "ser um país com regras que sejam suficientemente ágeis para que a economia funcione e se apresente com maiores índices de produtividade", afirmou, acrescentando que não basta que Portugal seja "um país fiável, um país estável.

O Primeiro-Ministro lembrou a valorização dos funcionários da Administração Pública, referindo as cerca de quatro dezenas de acordos já celebrados com várias carreiras, procurando que a Administração Pública "seja tão ou mais competitiva do que os outros setores", podendo, assim, servir melhor os cidadãos e as empresas.

A CGD é fundamental para a estabilidade do sistema financeiro
 
No decorrer da sua intervenção na iniciativa "Encontro Fora da Caixa", Luís Montenegro destacou a importância de um banco público, afirmando que "a Caixa Geral de Depósitos tem um papel incontornável na evolução do sistema financeiro português e um papel insubstituível na relação de confiança das pessoas e dos agentes económicos com o nosso sistema financeiro".

Para o Governo, um banco com capitais exclusivamente públicos "é um elemento fundamental" para a "estabilidade do sistema" financeiro. "É bom para servir melhor as pessoas, é bom para servir melhor as empresas e é bom para estabilizar o funcionamento do próprio sistema financeiro", defendeu o líder do Executivo.

A Caixa é também um "elemento de coesão social e territorial", que está onde, por vezes, os outros bancos não estão, disse, sublinhando que "para além dos números, há as pessoas", "as comunidades", "o sentido de coesão de todo um país".

O Primeiro-Ministro lembrou ainda que a CGD já devolveu ao Estado o dinheiro que o Estado nela investiu durante a crise financeira: "O dinheiro que os contribuintes aqui colocaram foi rentabilizado e isso é um elemento assinalável de gestão da instituição e também, já agora, de gestão das finanças públicas".