O Governo rejeita adotar "soluções fáceis ou imediatistas" face ao atual contexto económico internacional, marcado pela incerteza associada ao conflito no Médio Oriente, afirmou o Ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, no debate sobre agravamento dos preços, na Assembleia da República, a 25 de março.
O Ministro disse que o Governo pretende preservar o equilíbrio económico alcançado nos últimos dois anos, sublinhando que este tem sido determinante para o alívio da carga fiscal, a redução dos juros e a proteção do emprego.
"O que está em causa não é apenas responder a um aumento de preços, mas sim garantir que Portugal não perde o equilíbrio que lhe permite respostas necessárias em cada momento", afirmou.
Carlos Abreu Amorim sublinhou ainda que as consequências económicas do conflito são imprevisíveis na sua duração, acrescentando que a atuação deve assentar na prudência e na responsabilidade, em vez de respostas "geradas no alarmismo e filhas da precipitação".
"As respostas do Governo serão sempre ponderadas e gizadas na consideração dos múltiplos fatores de interesse público que a responsabilidade democrática da governação exige", declarou.
O Ministro assegurou ainda que todas as medidas, presentes e futuras, serão orientadas por critérios de rigor, prudência estratégica e "sangue-frio", considerados essenciais para a tomada de decisão em contextos de incerteza.
"Tudo o que fizemos até agora e as medidas que viermos a tomar no futuro [...] serão pautadas pelo rigor ditado pela prudência estratégica", concluiu.