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O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, anuncia este sábado, na abertura do 45.º Congresso da Liga dos Bombeiros Portugueses, em Alcobaça, que os bombeiros vão passar a ter um comando operacional na reorganização orgânica da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
"Temos em discussão interna um novo enquadramento que terá um impulso de clarificação de responsabilidades um intuito de maior coordenação operacional, um objetivo de maior coerência territorial e funcional do sistema", afirma Luís Montenegro.
O Primeiro-Ministro adianta que, no âmbito
da reorganização orgânica da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil
(ANEPC), será criado "um comando operacional com duas vertentes: a vertente
essencial da proteção civil, mas também uma vertente de comando ao nível dos
bombeiros, na gestão de operações".
Reforço de Meios e Financiamento
Avança um conjunto de medidas que o Governo
pretende concretizar e garante aos cerca de 700 congressistas que, "nos
próximos dias", estará disponível "o reforço orçamental que a ANEPC solicitou
ao Governo, no valor de 27 milhões de euros", para pagamento das despesas
extraordinárias do dispositivo de combate a incêndios rurais e as despesas
correspondentes à majoração de 25% na retribuição aos bombeiros que integraram
o dispositivo de combate aos fogos.
Luís Montenegro anuncia ainda que será também alocado a
um programa de aquisição de veículos florestais um apoio de 10 milhões de
euros, atribuído por Timor-Leste para compensação das regiões mais afetadas
pelos incêndios rurais de 2025.
Carreiras, Profissionalização e
Formação
Entre as medidas listadas, o Primeiro-Ministro
aponta a criação de um regime jurídico que consagre as carreiras profissionais
dos colaboradores permanentes do movimento associativo de bombeiros.
"Assumimos esse desafio e vamos fazê-lo com o intuito de
garantir mais estabilidade, mais possibilidade de progressão e, portanto,
também mais capacidade de atrair e reter recursos humanos, porque sem atrair e
reter recursos humanos a sustentabilidade de todo o setor estará colocada em
causa", afirma Luís Montenegro.
O Governo pretende ainda promover a profissionalização da
primeira intervenção com o objetivo de que "em cada concelho haja pelo menos
três equipas de intervenção permanente".
Luís Montenegro diz que o Governo pretende agilizar os
procedimentos das transferências financeiras do Fundo de Proteção Social do
Bombeiro para garantir "pagamentos mais rápidos e mais eficazes" e fomentar o
aumento da formação e capacitação de bombeiros.
O Governo continuará, no próximo ano, a
tentar reforçar os meios do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais
e da Força Especial de Proteção Civil que pretende "multiplicar por três, ou
por quatro".
Medidas que, segundo o Primeiro-Ministro, espelham o
compromisso do Governo de que o programa previsto para os bombeiros "é para
levar a sério, é para executar numa relação de parceria com todos os
representantes deste movimento".
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