A Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, visitou no início desta semana as Unidades Locais de Saúde (ULS) do Alto Minho, em Viana do Castelo, de Barcelos/Esposende, no Hospital de Santa Maria Maior e de Tâmega e Sousa, no Hospital Padre Américo, em Penafiel, nos dias 19 e 20 de janeiro.
Num contexto de pressão acrescida sobre o sistema de saúde, devido ao aumento de casos de gripe e outras infeções respiratórias, esta iniciativa visa identificar necessidades concretas, avaliar a articulação entre urgências, cuidados de saúde primários e cuidados continuados, bem como acompanhar a implementação do Plano de Inverno, num dos períodos mais exigentes do ano para o SNS.
As reuniões com os Conselhos de Administração e o contacto direto com os profissionais de saúde destas unidades, permitem efetuar a análise de medidas adicionais de reforço de recursos humanos e materiais, bem como estratégias de articulação entre cuidados de saúde primários, hospitalares e continuados garantindo uma resposta integrada e eficiente à população.
Na ULS do Alto Minho, o Hospital de Santa Luzia assegurou a atividade assistencial sem interrupções durante o pico da gripe e sem suspensão de cirurgias ou consultas. Em 2025, esta unidade realizou mais 338 consultas do que em 2024 e manteve sempre em funcionamento a urgência de obstetrícia, sem registo de encerramentos.
Na ULS de Barcelos/Esposende, o Hospital de Santa Maria Maior reforçou a capacidade instalada e a Ministra da Saúde inaugurou a nova sala de radiologia e participou na cerimónia de entrega de cinco viaturas elétricas para apoio aos cuidados domiciliários, financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência.
Foi igualmente confirmado que o processo para o lançamento do novo hospital de Barcelos avançará ainda este ano, respondendo a uma necessidade estrutural identificada há duas décadas por profissionais e utentes.
Ana Paula Martins defendeu a continuidade do percurso reformista do Governo, orientado para o reforço da capacidade de resposta do SNS e para uma melhor organização dos cuidados, sublinhando que "o diagnóstico está feito" e que a persistência permitirá consolidar resultados: "Se não desistirmos e persistirmos, vamos conseguir".
O trabalho de acompanhamento do Ministério da Saúde às várias unidades de saúde do país reforça a aposta na proximidade e no diálogo com as administrações e os profissionais de saúde, num contexto de procura acrescida, que evidencia desafios estruturais que exigem respostas consistentes e sustentadas.