No Dia Mundial da Saúde, assinalado a 7 de abril, a Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, destacou a recuperação do Serviço Nacional de Saúde como prova da sua capacidade de resposta à crescente procura.
Na data, assinalada sob o tema da Organização Mundial da Saúde "Juntos pela Saúde. Ao lado da Ciência", a Ministra defendeu o papel central da ciência e da colaboração na resposta aos desafios atuais.
"O SNS nunca deu uma resposta tão intensa em qualidade e quantidade como agora", afirmou a Ministra, defendendo que os resultados revelam um sistema sob forte pressão, mas com capacidade de recuperação e crescimento.
Dados do Instituto Nacional de Estatística indicam que 2024 marcou a recuperação da atividade hospitalar, com os internamentos a superarem os níveis de 2019 e com consultas e cirurgias a atingirem os valores mais elevados desde 1999.
Ana Paula Martins reconheceu que esta resposta reforçada ocorre num contexto de pressão crescente, com mais de 668 mil novos utentes inscritos nos últimos três anos.
Para responder a esta realidade, o Governo avança com um novo sistema nacional de acesso a consultas e cirurgias, incluindo um modelo renovado de gestão das listas de espera.
Entre os desafios estruturais, destacou o envelhecimento da população, o aumento da doença crónica e a necessidade de reforçar a investigação clínica, defendendo uma maior articulação entre setor público, privado e academias e instituições de investigação, para reforçar a inovação e a qualidade dos cuidados.
Defendeu ainda a criação de sistemas de dados integrados, e apontou a revisão dos Centros de Referência e o reforço dos ensaios clínicos como pilares de um sistema mais colaborativo, qualificado e sustentável.
"Nada pode ficar igual e terão de se dar passos concretos em frente", declarou, apelando às unidades de saúde para criarem condições que permitam aos profissionais conciliar a atividade assistencial com investigação.
A cerimónia, na Fundação Champalimaud, incluiu a atribuição de Medalhas de Serviços Distintos – Grau Ouro a 27 personalidades e instituições, reconhecendo contributos relevantes para a saúde em Portugal, e reuniu entidades da ciência e investigação como a AICIB - Agência de Investigação Clínica e Inovação, a AIBILI - Associação para a Investigação Biomédica e Inovação em Luz e Imagem, o i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, bem como o GIMM-Gulbenkian Institute for Molecular Medicine.