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2026-01-20 às 17h28

AICEP: investimentos de três mil milhões de euros criam 2336 novos empregos

Primeiro-Ministro Luís Montenegro e Ministro da Economia e Coesão Territorial, Castro Almeida, na apresentação de investimentos, Sines, 20 janeiro 2026 (Gonçalo Borges Dias/GPM)
Investimentos no valor de 3 077 milhões de euros que vão criar 2 336 novos postos de trabalho, 643 dos quais altamente qualificados, nos setores de mobilidade elétrica, saúde, química, agroalimentar e indústria extrativa, foram apresentados numa cerimónia realizada em Sines e presidida pelo Primeiro-Ministro Luís Montenegro. Estes investimentos foram contratualizados através do AICEP.

O maior investimento, de 2 065 milhões de euros, é na construção de uma fábrica de baterias de lítio para automóveis e para armazenamento de energia, feito pela chinesa CALB em Sines, que vai criar 1 800 empregos, 497 dos quais altamente qualificados.

O segundo, de 514 milhões de euros, é na construção de uma fábrica sustentável de refinação de lítio, feito pela empresa portuguesa Lift One em Estarreja, e vai criar 134 novos postos de trabalho, 34 dos quais altamente qualificados.

O terceiro, 313 milhões de euros, é na construção de uma unidade de extração e produção de concentrado de espodumena, componente essencial para baterias e equipamentos com lítio, feito pela britânica Savannah Lithium em Boticas, e vai criar 136 novos postos de trabalho, 62 dos quais altamente qualificados.

O quarto, 109,5 milhões de euros, é na construção de uma fábrica de materiais ativos catódicos para baterias elétricas e equipamentos relacionais, feito pela empresa dinamarquesa Topsoe Battery Materials em Sines, e vai criar 62 postos de trabalho, 15 dos quais altamente qualificados.

O quinto, de 39,5 milhões de euros, é na construção de uma fábrica de produção de película de PET, com incorporação de material reciclado e de material de base biológica para embalagens alimentares e de saúde, feita pela empresa portuguesa Everbio em Portalegre, e vai criar 154 novos postos de trabalho, 21 dos quais altamente qualificados.

O sexto, 32,9 milhões de euros, é na construção de uma fábrica de alimentos secos para cães e gatos, feito pela belga United Petfood em Rio Maior, e vai criar 50 postos de trabalho, dos quais 14 altamente qualificados.

No conjunto, os investimentos apresentados, contratualizados através do AICEP,  beneficiam de incentivos no valor de 699,7 milhões de euros.

Estabilidade e flexibilidade

Na cerimónia, o Primeiro-Ministro afirmou que "as empresas, sem porem em causa o essencial dos direitos dos seus trabalhadores, têm de ser suficientemente flexíveis na sua gestão para serem mais rentáveis", pois "só sendo mais rentáveis podem pagar mais".

Luís Montenegro sublinhou que o Governo "não quer prejudicar ninguém nos seus direitos fundamentais, nem penalizar o equilíbrio social do país". "Pelo contrário, queremos melhorá-lo, só que é preciso ter esta mentalidade" de mudança.

"Aqueles que ficam radicados no imobilismo, aqueles que têm medo da mudança, aqueles que não ousam dar passos, que são passos seguros, mas que às vezes é preciso aguentar nestes momentos de transição, esses ficam para trás", referiu.

O Primeiro-Ministro afirmou que "queremos uma economia com relações laborais sólidas, garantindo com certeza os direitos dos trabalhadores, garantindo a estabilidade laboral, mas garantindo também que o mercado laboral tenha flexibilidade suficiente para as empresas serem competitivas".

"Vejo muita gente a reclamar, e bem, mais salários, melhores salários. Vejo muita gente, e bem, a reclamar pagar menos impostos e ter um rendimento disponível maior, só que para isso é preciso criar mais riqueza, para isso é preciso sermos mais produtivos, fazer mais do que os outros fazem, para isso é preciso ter uma performance melhor e ter maior agilidade", disse.

Na cerimónia, para além do Primeiro-Ministro, estiveram presentes o Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, e o Secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira.

Os projetos de investimento mediados pela AICEP em 2025 ascenderam a 3 580 milhões de euros, com um incentivo contratualizado de 803 milhões de euros, e correspondem à criação de 6 600 postos de trabalho, um quinto dos quais qualificados.