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Intervenções

2026-02-19 às 17h18

Intervenção do Primeiro-Ministro no debate quinzenal na Assembleia da República

"Portugal foi atingido durante duas semanas e meia por uma sucessão de eventos meteorológicos extremos e sem precedente. Um conjunto de tempestades intensas, com grau de destruição ímpar na nossa memória coletiva. Quero reiterar o nosso profundo pesar e solidariedade para com as famílias das vítimas. A nossa solidariedade estende-se a todos os portugueses que foram afetados. 

Todos estiveram e estão no nosso pensamento e, sobretudo, na nossa ação. Além da nossa empatia e solidariedade, recai sobre o Governo a responsabilidade de resolver os problemas das pessoas e recuperar o país. 

Com rapidez, com eficácia, com resultados que façam a diferença na vida de quem foi afetado. Desde a primeira hora, coordenámos, comunicámos, decidimos e estivemos no terreno. 

Mobilizámos todos os recursos para responder às muitas e urgentes necessidades dos portugueses. No apoio de emergência, realço o trabalho humanitário de desobstrução de vias rodoviárias e ferroviárias, de gestão de barragens e caudais de rios, de retoma do abastecimento de energia, água e comunicações. Apesar de mais de 5 mil quilómetros de linhas elétricas afetadas, o fornecimento de energia foi reposto em alguns dias a mais de 1 milhão de utilizadores. 

Persistem, é verdade, 9 mil, 6 500 dos quais na zona atingida pela depressão "Kristin", com situações mais complexas. 

Compreendemos a frustração e continuaremos a tudo fazer para responder o mais rápido possível a esta e a outras situações críticas que estão ainda por resolver. Não vamos deixar ninguém para trás. Não descansaremos enquanto compatriotas nossos estiverem sem telhado, sem acesso a eletricidade, água ou comunicações. 

A resposta do Estado mobiliza diariamente mais de 40 mil operacionais: Proteção Civil, bombeiros, autarquias, forças de segurança, Forças Armadas, serviços de saúde, florestais, ambientais, educação, da segurança social, entre muitas outras áreas. 

Em colaboração com os operadores privados na área da energia e das telecomunicações, tem-se feito tudo para responder às necessidades dos portugueses mais afetados. Quero aqui, de forma muito clara e enfática, fazer o reconhecimento público e a gratidão a todos estes portugueses que estão a ajudar aqueles que estão a passar por maiores dificuldades. 

Um desafio excecional exigiu medidas excecionais. Nos primeiros oito dias realizámos três Conselhos de Ministros para tomar decisões de apoio de emergência, de recuperação e de reconstrução. 

Perante a situação de calamidade, adotámos medidas sem precedente na celeridade, no impacto e na abrangência. 

Um pacote global de apoio que no início ascendia a cerca de 2 500 milhões de euros e atualmente já está em 3 500 milhões, com medidas sobretudo focadas nas pessoas e nas empresas e cujos primeiros pagamentos começaram 15 dias depois da primeira tempestade".

Leia  intervenção na íntegra