A Segurança Social mantém equipas no terreno a operar 24 horas por dia, em articulação permanente com as estruturas de Proteção Civil, autarquias e instituições de solidariedade social, assegurando respostas sociais ininterruptas e acompanhamento próximo das populações em situação de maior fragilidade, num esforço contínuo para mitigar os impactos das intempéries.
Desde o primeiro momento e até à data, foram mobilizados mais de 200 técnicos do Instituto da Segurança Social, que têm integrado equipas operacionais, com capacidade de resposta permanente, flexibilidade operacional e reforço imediato, sempre que a evolução da situação o justifique.
A Segurança Social está a coordenar e a assegurar apoio técnico e social a 7 Zonas de Concentração e Apoio à População (ZCAP) - 2 na Marinha Grande, 1 em Ourém, 2 em Alcácer do Sal e 2 em Coimbra — fornecendo alojamento temporário seguro; alimentação e bens essenciais; condições de higiene e conforto; apoio psicossocial de emergência, entre outros.
Registam-se 1 537 pessoas desalojadas apoiadas pela Segurança Social.
Nos distritos mais afetados, e em parceria com as instituições, as equipas da Segurança Social têm visitado idosos beneficiários de Serviço de Apoio Domiciliário, de modo a manter o território mapeado em caso de necessidade de intervenção. Também as Estruturas Residenciais para Idosos são contactadas diariamente correspondendo a cerca de 6 000 contactos já efetuados.
Foi realizado um inquérito nacional a todas as instituições para mapear necessidades, tendo já respondido 7 103 instituições.
Houve também necessidade, até ao dia de ontem, de evacuar e realojar 22 instituições, na sua maioria estruturas residenciais para idoso (lares), abrangendo um total de 1 347 utentes.
Em parceria com o INE, as equipas do ISS mapearam todas as instituições (ERPI e Lares Residenciais) com proximidade, por grau de risco, ao leito de cheia, para informar a Proteção Civil sobre eventuais riscos.
De acordo com as necessidades específicas das populações afetadas identificadas pelas autarquias, as equipas da Segurança Social vão ajustando as respostas sociais e prestam formação em apoio psicossocial às equipas municipais que o solicitam.
As intervenções realizadas resultam de uma resposta articulada e multidisciplinar, assente numa estreita colaboração entre as diferentes entidades, e com os seguintes eixos de atuação:
- Avaliação de risco em estruturas residenciais, com identificação de situações de perigo iminente;
- Evacuações de grande escala em equipamentos formais (por exemplo, Estruturas Residenciais para Idosos), motivadas por danos estruturais ou risco acrescido;
- Realojamento urgente de utentes em estruturas alternativas, incluindo recurso à rede lucrativa quando não existem vagas no setor social;
- Identificação e mobilização de meios logísticos, nomeadamente ambulâncias, transporte especializado e equipas técnicas para avaliação e encaminhamento.
A intervenção técnica dá especial atenção a pessoas em situação de maior vulnerabilidade.
Entre os públicos acompanhados destacam-se:
- Pessoas idosas;
- Pessoas com mobilidade condicionada;
- Pessoas com deficiência sensorial, intelectual ou do desenvolvimento;
- Crianças e jovens em situação de risco.