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Comunicados

2025-11-08 às 12h22

Cultura e Língua Portuguesa unidas pelo Ambiente e Sustentabilidade na COP30

  •  Belém do Pará acolhe a primeira Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas num país lusófono, coincidindo com o 10.º aniversário do Acordo de Paris e 20 anos depois da entrada em vigor do Protocolo de Quioto;
  •  Portugal apresenta-se com um pavilhão próprio, projetado por Eduardo Souto de Moura, que reflete a ligação entre arquitetura, cultura, sustentabilidade e cooperação no espaço da língua portuguesa;
  •  Abertura oficial do Pavilhão de Portugal, na próxima segunda-feira, contará com a atuação do cantor António Zambujo, num momento simbólico que celebra a união entre a Cultura e a Língua Portuguesa na resposta global às alterações climáticas.

Maria da Graça Carvalho: "Ponto de encontro da lusofonia na resposta às alterações climáticas"

Portugal apresenta-se na 30.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP30), que decorre entre 10 e 21 de novembro de 2025, em Belém do Pará, no Brasil, com um pavilhão nacional concebido pelo arquiteto Eduardo Souto de Moura, numa parceria entre o Ministério do Ambiente e Energia e a Casa da Arquitectura – Centro Português de Arquitectura.

Pela primeira vez, o País apresenta um pavilhão personalizado, integralmente desenhado com materiais portugueses, e que se afirma como símbolo da ligação entre arquitetura, cultura e sustentabilidade. O espaço, com 150 m² e duas frentes, inclui uma zona de auditório, uma área de networking e uma zona técnica de apoio. A comunicação visual será apoiada por uma LED wall, complementada por mobiliário de autor desenhado por Álvaro Siza e Eduardo Souto de Moura.

A sessão de abertura do Pavilhão de Portugal, na segunda-feira, dia 10 de novembro, contará com a atuação do cantor António Zambujo, um dos mais reconhecidos intérpretes da música portuguesa contemporânea. A sua presença reforça a dimensão cultural da participação nacional na COP30, sublinhando o papel da língua e da criação artística como formas de promover a identidade lusófona e o diálogo entre povos na ação climática global.

Segundo a Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, "o Pavilhão de Portugal é um espaço aberto, de língua portuguesa, que acolherá iniciativas de empresas,
universidades, politécnicos, organizações não-governamentais e também projetos de países da CPLP. É um espaço para partilhar conhecimento, cultura e soluções — e onde o fado e a inovação vão encontrar-se sob o mesmo teto".

Maria da Graça Carvalho sublinha ainda que "Portugal quer ser um país construtor de pontes — também no clima. A arquitetura portuguesa, pela sua qualidade e identidade, representa a nossa capacidade de criar com responsabilidade e de inspirar a transição energética e ambiental global."

O arquiteto Eduardo Souto de Moura, Prémio Pritzker 2011 e Associado Honorário da Casa da Arquitectura, destaca o caráter único do projeto: "Para se fazer um projeto em Portugal, neste caso, no Brasil, são precisos 23 projetos de engenharia (não é o caso), o que dá ideia do tempo que demora a fazer uma obra pública para o Estado. Este projeto deu-me gozo fazer quer pela conceção, quer pela realização, porque é feito em tempos ajustados, para que o resultado tenha a qualidade que merece".

A COP30 marca um momento histórico: é a primeira conferência do clima organizada num país de língua portuguesa e coincide com o 10.º aniversário do Acordo de Paris e os 20 anos da entrada em vigor do Protocolo de Quioto.

Para Portugal, esta presença reforça o compromisso com a ação climática global e com a
valorização da língua portuguesa como veículo de conhecimento, cultura e cooperação
internacional.

Durante os 12 dias da conferência, o Pavilhão de Portugal acolherá sete eventos diários, com debates sobre clima, oceanos, água e energia, e com momentos dedicados à cultura e à ciência lusófona — um espaço de encontro, diálogo e inspiração para a comunidade global.

Todos os eventos do Pavilhão de Portugal poderão ser acompanhados em direto através