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Notícias

2023-11-30 às 15h11

Primeiro-ministro na 28ª Cimeira do Clima das Nações Unidas

O pavilhão de Portugal na Cimeira do Clima das Nações Unidas, fica na Blue Zone da Expo City, no Dubai

O primeiro-ministro, António Costa, estará presente esta sexta-feira e sábado (1 e 2 de dezembro) na 28ª Cimeira do Clima das Nações Unidas, que decorre no Dubai, Emirados Árabes Unidos. 


Mais de 150 líderes mundiais já confirmaram presença na COP 28. António Costa fará a sua intervenção na conferência - que abre oficialmente esta quinta-feira - na tarde de sábado. 


Nesta edição Portugal reforça a sua presença institucional na Cimeira do Clima através de um Pavilhão Nacional próprio, concretizando assim o compromisso assumido há cerca de um ano na COP 27 (que então se realizou em Sharm El-Sheikh, no Egipto). É a primeira vez que Portugal tem um pavilhão autónomo nestas conferências: nas edições anteriores usava o espaço comum da União Europeia.


O programa do pavilhão pode ser consultado em www.portugalcop28.com


O Pavilhão de Portugal será inaugurado esta sexta-feira, numa cerimónia presidida pelo primeiro-ministro, com a presença do ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro. Segue-se a cerimónia de Assinatura do Acordo do Compromisso Financeiro com o Fundo Verde para o Clima para o ciclo 2024/2027. O Green Climate Fund (GCF na sigla inglesa) é o maior fundo climático a nível mundial, dedicado a ajudar os países em desenvolvimento a melhorar a capacidade de resposta às alterações climáticas. 


Ainda durante a tarde de sexta-feira é assinada uma adenda ao Memorando sobre Reconversão da Dívida entre Portugal e Cabo Verde, com a presença do primeiro-ministro português e do seu homólogo cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva. Uma cerimónia dedicada ao tema "Troca de dívida por financiamento climáticos: Como Portugal e Cabo Verde querem liderar a Transição Climática". Recorde-se que, a 20 de agosto último, os dois primeiros-ministros assinaram em Lisboa o acordo em que Portugal assume o compromisso de financiar um fundo climático em 12 milhões de euros.


António Costa explicou então que os 12 milhões - a dívida que seria paga por Cabo Verde até 2025 - serão integrados num fundo ambiental e climático para que o Estado cabo-verdiano invista na transição climática no país. "Em 2025, avaliaremos o sucesso desta operação. Estamos seguros de que essa avaliação será positiva e que poderemos alargar este mecanismo à restante dívida na totalidade da sua maturidade e no âmbito total, que são cerca de 140 milhões de euros", sublinhou então António Costa.


Até 10 de dezembro, o Pavilhão de Portugal será palco de mais de 30 eventos, da transição energética nas cidades à mobilidade sustentável, dos novos materiais para a era das alterações climáticas ao papel do hidrogénio verde. Iniciativas e debates que terão como promotores entidades da esfera do Estado e organizações não governamentais, caso da Fundação Gulbenkian, da Fundação Oceano Azul ou da associação Zero. 


Nos últimos dois dias da COP28, a 11 e 12 de dezembro, e tal como sucederá com os restantes pavilhões, o espaço português estará aberto para o decurso das negociações no âmbito da conferência, mas sem eventos.  A COP28 (conferência das partes) é uma iniciativa promovida pela ONU que junta quase todos os países do mundo, com vista à adoção de medidas de combate às alterações climáticas.