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Notícias

2023-12-06 às 17h59

Primeiro-ministro garante que o país não vai parar

Primeiro-ministro visitou as obras de construção de uma variante à EN 14, na Trofa

Um veículo inovador e a primeira obra rodoviária ao abrigo do PRR foram as duas paragens desta tarde do líder do Executivo


O primeiro-ministro afirmou esta quarta-feira (6 de dezembro) que o Governo vai entrar em gestão, mas não a administração pública, as empresas e as instituições de investigação, nem o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) fica em suspenso.

"Há uma coisa que é fundamental garantir que é não parar, nem andar para trás. O Governo entra em gestão, mas a administração pública não entra em gestão, as empresas não entram em gestão, as instituições de investigação não entram em gestão", disse António Costa durante uma visita ao CEiiA – Centro de Engenharia e Desenvolvimento em Matosinhos, no distrito do Porto, integrada na iniciativa Governo + Próximo, que decorre hoje e amanhã no distrito do Porto.

O líder do Executivo frisou também  que o PRR não fica suspenso e tem de terminar no dia 31 de dezembro de 2026. "Com gestão ou sem gestão, nada pode parar e, pelo contrário, temos que acelerar para podermos chegar o mais rápido possível à meta", sublinhou o primeiro-ministro.


Agendas Mobilizadoras. Um investimento com efeitos muito para lá de 2026

António Costa lembrou também que o PRR não se esgota verdadeiramente a 31 de dezembro de 2026, sustentando que é após essa data que se começa a gerar volume de negócios e valor acrescentando para a economia portuguesa.

"No conjunto das 53 agendas mobilizadoras, que juntam mais de 1000 entidades, aquilo que está projetado é acrescentar entre sete mil milhões e oito mil milhões de volume de negócio anual à economia portuguesa", explicou.

Isso vai acontecer para lá de 2026 e, portanto, tem um efeito cumulativo sobre aquilo que será o futuro da economia portuguesa, vincou o primeiro-ministro. 

Exemplo disso mesmo é a agenda Be.Neutral, que tem o Centro de Engenharia e Desenvolvimento (CEiiA) como parceiro. Uma Agenda que tem como primeiro resultado o microcarro APM (Acessible People Mover), desenvolvido pela Toyota Caetano Portugal em parceria com o CEiiA.

O APM é um veículo elétrico multifuncional de quatro rodas, com aplicações específicas de acessibilidade e inclusão, e será oficialmente apresentado nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2024, em Paris – onde estarão em circulação cerca de 250 unidades destes microcarros. 

No discurso, António Costa lembrou que Portugal tem hoje recursos humanos de excelência para poder fazer diferente do que fez no passado. E que o país não se limita a fabricar para os outros, mas já fabrica para si e para o mercado global: "Já concebemos, já desenvolvemos e essa translação do conhecimento para o tecido empresarial e do tecido empresarial para o mercado é aquilo que permite ao país ter hoje alcançado níveis de exportação como aqueles que já atingimos e, sobretudo, termos a ambição de podermos ter uma trajetória de desenvolvimento sustentável nas próximas décadas". 

Recorde-se que, por via do PRR, estão assegurados 2874 milhões de euros para o  financiamento de 53 Agendas Mobilizadoras.

No total, estas Agendas envolvem mais de 1220 entidades,  mais de 150 municípios do Continente e regiões autónomas, cerca de 930 empresas e 110 entidades do ensino superior e do sistema científico.


PM visitou primeira obra rodoviária financiada pelo PRR

Esta tarde o primeiro-ministro visitou também a obra do troço Maia/Trofa, da Variante à EN14, financiada pelo Programa de Recuperação e Resiliência. Uma obra que faz parte da construção de uma variante à EN14 entre as sedes dos concelhos da Maia e Vila Nova de Famalicão, por forma a evitar atravessamentos urbanos.

Esta foi a primeira obra rodoviária financiada pelo PRR a ser consignada, a 31 de março deste ano, e tem conclusão prevista para o final do primeiro semestre de 2024.

Além do alívio do persistente congestionamento do trânsito nesta via, a construção da nova variante irá ligar ao terminal rodoferroviário da Trofa, facilitando assim o acesso das mercadorias ao transporte ferroviário.