O Ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, acompanhou a primeira injeção de biometano produzido a partir de resíduos orgânicos na rede de gás natural, em Mirandela.
Duarte Cordeiro sublinhou que «é a primeira vez que há uma injeção de biometano na rede de gás natural», no âmbito de um «projeto inovador» desenvolvido pela empresa de resíduos Nordeste e pela Dourogás.
Este «é um primeiro passo que virá a generalizar-se», permitindo «o desenvolvimento do País como produtor e mesmo exportador de gases renováveis», destacou.
«Este projeto cruza vários objetivos estratégicos», disse, apontando «aproveitar os biorresíduos e os aterros para produção de biogás» e «reduzir a nossa dependência de gás importado».
Duarte Cordeiro acrescentou que «queremos incentivar os municípios a recolher mais biorresíduos para a produção do biometano, havendo também projetos com Estações de Tratamento de Águas Residuais».
«Ter acontecido no nordeste transmontano mostra que temos, por todo o País, uma enorme capacidade de inovação e de cooperação», disse ainda.
O projeto foi desenvolvido pela Dourogás Renovável na Unidade Autónoma de Gaseificação (UAG) de Cachão / Centro Tecnológico de H2 e Gases Renováveis, em Cachão, na localidade transmontana de Urjais, concelho de Mirandela. O biometano 100% renovável é um combustível renovável, armazenável, limpo, eco sustentável e economicamente viável, sendo uma alternativa aos combustíveis fósseis.
O projeto representa uma evolução tecnológica na utilização do biogás em Portugal, nomeadamente como combustível para transportes, como é o caso da frota de cerca de 40 camiões da empresa intermunicipal Resíduos do Nordeste atualmente movidos a biometano 100% renovável.
Representa também um exemplo da economia circular, pois o biometano tem origem num projeto pioneiro que permite produzir gás 100% renovável a partir da digestão anaeróbia de resíduos orgânicos.