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2022-06-15 às 14h23

Novas medidas do Plano de Contingência Verão IATA 2022 entram em vigor

Ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, na Conferência de Imprensa do Conselho de Ministros extraordinário, Lisboa, 22 de abril 2022 (foto: João Bica)
O Ministério da Administração Interna anunciou a entrada em vigor de duas novas medidas, no âmbito do Plano de Contingência Verão IATA 2022, implementado pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras com o apoio operacional da Polícia de Segurança Pública.

Os passageiros oriundos dos Estados Unidos da América e do Canadá já podem utilizar, na chegada a Portugal, as portas tecnológicas de controle de fronteira (e-gates) no âmbito do Sistema de Reconhecimento Automático de Passageiros Identificados Documentalmente (RAPID4ALL). Esta medida está em vigor nos Aeroportos Internacionais de Lisboa e de Ponta Delgada, sendo alargada posteriormente aos do Porto e de Faro.

Outra das medidas foi o reforço de 25 inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras afetos a funções de controle de fronteiras nos aeroportos de Lisboa e do Porto.

Segundo o Ministério, «o alargamento do sistema RAPID4ALL vai permitir uma maior rapidez no processo de controlo de fronteiras sem nunca comprometer a segurança, na medida em que a experiência e a competência da equipa técnica dos sistemas de informação e dos Inspetores são fatores relevantes de celeridade e fiabilidade que se verificam em simultâneo».

Esta medida permitirá ainda, «num momento de grande pressão da estrutura aeroportuária, melhorar a gestão das fronteiras externas, melhorar o serviço aos utentes, aumentar a eficácia dos controlos fronteiriços e do combate à imigração ilegal».

O Ministério diz ainda que no dia 14 de junho e ainda na fase de testes do alargamento do RAPID4ALL aos cidadãos provenientes do Canadá e dos Estados Unidos da América, estes representaram 25% do total de passageiros que chegaram ao aeroporto de Lisboa.

Até ao momento utilizaram já o sistema RAPID4ALL, no aeroporto de Lisboa, 700 passageiros provenientes dos Estados Unidos da América e 67 passageiros provenientes do Canadá.

De acordo com dados do Ministério da Administração Interna, em 2019, no período pré-pandemia, o aeroporto de Lisboa recebeu um total de 529 mil passageiros provenientes dos Estados Unidos da América e 165 mil do Canadá - uma média superior a 57 mil passageiros por mês.

Entre janeiro e maio de 2022 foram recebidos no aeroporto de Lisboa 167 mil passageiros provenientes dos Estados Unidos da América e 41 mil passageiros provenientes do Canadá, correspondendo a uma média de 41,6 mil por mês.

O sistema RAPID4ALL era até agora utilizado nas chegadas a território nacional apenas por cidadãos nacionais e estrangeiros residentes em Portugal, da União Europeia, Austrália, Japão, Nova Zelândia, Reino Unido e Singapura.

Em relação ao reforço do número de inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, o Ministério refere que 10 foram colocados no aeroporto de Lisboa e 15 no aeroporto do Porto, esclarecendo que na fase de arranque do plano de contingência, no início do mês de junho, o aeroporto de Lisboa tinha sido reforçado com 15 inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

O plano de contingência para os postos de fronteira dos aeroportos portugueses para o período de junho a setembro de 2022 possui um conjunto de medidas que vão ser implementadas gradualmente até 4 de julho.

Entre as medidas consta um reforço substancial de recursos humanos afetos aos aeroportos, novas soluções tecnológicas (para o imediato e para o futuro) e mais soluções operacionais.

«Iremos monitorizar a implementação das medidas e procurar aperfeiçoar a afetação de recursos humanos e materiais, para que os tempos de espera possam ser reduzidos o mais possível», referiu o Ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, acrescentando que «nunca é totalmente possível garantir que as filas deixarão de existir porque implicam variáveis de diferente natureza».

«Verifica-se atualmente uma elevada pressão sobre estruturas aeroportuárias em diferentes países da Europa e do Mundo, atendendo à retoma turística que se ocorre este verão» e a própria «situação de picos de utilização no verão nos aeroportos já se verificava já nos anos anteriores à crise pandémica», lembrou ainda José Luís Carneiro.