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Primeiro-Ministro considera que investimentos como os do Metro contribuirão para o crescimento da economia
O Primeiro-Ministro está confiante de que as novas estações e
troço da linha circular do Metropolitano de Lisboa (ML) estarão concluídos
dentro dos prazos e que a futura "linha em anel" do Metro vai aumentar a
fluidez da circulação na capital.
António Costa
assumiu esta posição no final de uma visita que efetuou à futura estação da
Estrela do ML, depois de ter percorrido a pé parte dos dois quilómetros da nova
linha até à também nova estação de Santos.
As estações de
Santos e da Estrela vão integrar a futura linha circular do ML, ligando-se às
atuais linhas verde, através do Cais do Sodré, e amarela, a partir do Rato.
Tendo ao seu
lado os ministros da Presidência, Mariana Vieira da Silva, e do Ambiente e Ação
Climática, Duarte Cordeiro, o líder do Executivo, no seu discurso, defendeu a
opção do Governo de construção de uma linha circular no ML.
António Costa
começou por afirmar que a futura extensão do metro à zona ocidental de Lisboa,
mais concretamente a Alcântara, através da linha vermelha, constituirá "uma
revolução" em termos de mobilidade.
Já em relação
à futura linha circular, advogou que "terá uma importância crucial" para a
cidade, porque não se trata apenas de ligar o Rato ao Cais do Sodré, com mais
dois quilómetros" de linha.
"Este vai ser
um segmento de dois quilómetros que formará um anel e que, pela primeira vez,
permitirá criar em Lisboa uma linha circular. Quem estiver em Alvalade e quiser
vir para a zona do Rato, não tem de dar a volta que agora se dá. Portanto, as
pessoas, sem terem de andar a fazer transbordos, podem circular entre as zonas
oriental e ocidental da cidade", alegou.
Obra prioritária
Para o Primeiro-Ministro,
a futura linha circular de metro vai permitir "aumentar a fluidez da circulação
na cidade".
"É a primeira
obra que verdadeiramente serve exclusivamente a cidade de Lisboa e que
aumentará significativamente a fluidez da circulação em Lisboa. Uma obra que
foi definida como prioritária pela cidade e que, por isso, estamos hoje aqui a
realizar", sustentou.
Na sua
intervenção, o líder do executivo salientou também "o grau de maturidade" da
obra de construção das novas estações de metro, embora estejam menos avançados
os trabalhos entre Santos e o Cais do Sodré – a parte mais complexa em termos
de engenharia.
"Nos prazos
previstos, esta obra poderá entrar em funcionamento. É necessário prosseguir e
concluir esta obra para melhorar a circulação na cidade e para contribuirmos
para enfrentar as alterações climáticas", declarou.
A seguir, na
parte final do seu discurso, fez uma alusão ao contexto do país na conjuntura
económica e financeira internacional.
"Esta obra é também para ajudar ao desenvolvimento do conjunto da nossa economia. É com estas obras e com estes investimentos que ajudamos a economia a continuar a crescer, sobretudo em 2024 – um ano em que a crise económica atinge fortemente muitos dos nossos clientes internacionais, em que necessariamente as exportações serão afetadas e, por isso, é particularmente importante a necessidade de aumentar o investimento público", acrescentou.
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