O Governo quer reduzir de quatro para dois anos a progressão remuneratória dos técnicos superiores, não estando ainda fechado o calendário e valores. A proposta foi apresentada às estruturas sindicais da administração pública, na passada sexta-feira.
«O Governo apresentou a proposta de podermos acelerar essa progressão passando de uma progressão que estava prevista para quatro anos, ao longo de toda a legislatura, para dois anos», disse a Ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, no final de reuniões com os sindicatos e realizadas no âmbito da negociação suplementar.
A Ministra referiu ainda que a proposta do Governo contempla uma atualização salarial anual entre 8% e 2%, garantindo um mínimo de 52 euros e uma valorização das carreiras de técnico superior e de assistente técnico e uma diferenciação salarial na carreira dos assistentes operacionais, que terão valores remuneratórios diferentes ao longo da carreira, consoante a antiguidade.
Desta forma, os técnicos superiores terão um salto adicional de um nível remuneratório (mais 52 euros), que será faseado ao longo da legislatura, enquanto os assistentes técnicos verão esse acréscimo ser aplicado já no próximo ano, sendo assim aumentados em 104 euros no total.
Foi assim dado mais um passo, com Mariana Vieira da Silva a propor aos sindicatos que aquele o adicional para os restantes técnicos superiores seja feito não até ao fim da legislatura, mas nos próximos dois anos.