Saltar para conteúdo

Notícias

2020-05-14 às 10h13

«Temos de verificar se foi possível pôr em prática as medidas de adaptação» para reabrir as creches

Primeiro-Ministro António Costa e Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, visitam creche para avaliar adaptação às medidas de segurança, Lisboa, 14 maio 2020 (Foto: Nuno Fox/Lusa)
«No Conselho de Ministros de dia 15, vamos tomar as decisões finais sobre o que abre no dia 18, avaliando a experiência do que abriu nestes 15 dias passados e marcando o calendário seguinte», disse o Primeiro-Ministro António Costa no final de uma visita à creche Centro Infantil Maria de Monserrate, em Lisboa.

O calendário de desconfinamento prevê a reabertura das creches no dia 18 de maio, referiu o Primeiro-Ministro, que foi acompanhado pela Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho.

Para tomar estas decisões «temos de verificar se foi possível pôr em prática as medidas de adaptação, se os testes aos funcionários das creches foram feitos, se estamos em condições de decidir dar este passo em segurança, seguindo a estratégia que tem dado, até agora, bons resultados», acrescentou.

Mensagens mais díspares

As creches foram, de todas as atividades, «aquela sobre a qual recebemos as mensagens mais díspares, com milhares de pais a pedirem para abrirmos depressa as creches porque precisam de ir trabalhar, e outros a dizer para não reabrirmos as creches e protegermos as crianças», disse António Costa.

«Percebemos, desde o princípio que, para darmos este passo, era necessário que os pais se sentissem seguros. Por isso, não colocámos as creches na primeira leva de reaberturas, colocámo-las na segunda, para que as instituições tivessem tempo de assimilar as orientações, fazerem o esforço de adaptação, pensando em soluções, e, também, para os pais refletirem», disse.

15 dias de adaptação 

O Primeiro-Ministro referiu que «na primeira quinzena de reabertura das creches, vamos manter, para a famílias que têm crianças em creches, o apoio, para que os pais possam escolher se põem os filhos na creche ou se ainda ficam em casa, se os põem umas horas na creche e o resto em casa…, para se irem adaptando». 

Mas, «as educadoras e educadores, e todos os que trabalham nas creches, também têm de sentir que há segurança e que dar segurança às suas famílias quando vão para casa», disse, referindo que «por isso, decidimos, tal como fizemos com os trabalhadores dos lares, fazer um teste de diagnóstico às 29 mil pessoas que trabalham em creches em todos o País». 

António Costa disse que «15 mil já estão testadas, e esse trabalho vai continuar a ser feito, para que, no dia 18, todos tenham sido testados».