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2020-02-12 às 16h56

«Recurso à inteligência artificial no setor do Estado é fundamental»

Ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão, na intervenção na conferência «Inteligência Artificial ao serviço do Cidadão e das Empresas», Lisboa, 12 fevereiro 2020
A Ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão, afirmou que «o recurso à inteligência artificial no setor do Estado é fundamental para aumentar a celeridade e a transparência dos processos nas instituições públicas».

No Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, durante a intervenção na conferência «Inteligência Artificial ao serviço do Cidadão e das Empresas», organizada pela Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação (APDSI), a Ministra sublinhou que é possível «conhecer melhor a realidade e ir ao encontro das necessidades dos cidadãos de forma mais efetiva e eficaz» através de «sistemas alimentados por machine learning».

«A inteligência artificial permite-nos ainda melhorar os serviços públicos, fornecendo aos prestadores dados mais precisos e detalhados sobre as necessidades dos cidadãos e desenhar respostas personalizadas e adaptadas às circunstâncias individuais de cada um», acrescentou.

Alexandra Leitão realçou, contudo, que a inteligência artificial e a inteligência humana não entram em competição: «O maior potencial dos sistemas de machine learning é o de adicionar valor à decisão, ou de nos ajudar no conhecimento, ao processar e analisar grandes quantidades de informação a um ritmo muito mais rápido e eficiente».

A Ministra frisou que a preparação do Estado e da Administração Pública para responder a esta evolução «implica garantir simultaneamente fatores de inclusão e de humanização» com «estratégias inclusivas que abranjam não só a literacia digital mas também a própria adequação dos suportes digitais e físicos em que o Estado comunica com o cidadão».

Estratégia de Portugal para o futuro

A estratégia do Governo para a inteligência artificial está «totalmente alinhada com o plano de ação coordenado da União Europeia e dos seus Estados-Membros» e está incluída na iniciativa portuguesa que visa fomentar as competências digitais (INCoDe.2030).

A Estratégia «AI Portugal 2030» ocupa um eixo essencial desta prioridade e já estão em curso 19 projetos que resultam de propostas de universidades ou centros de investigação e que estão a ser executadas em consórcio com pelo menos uma entidade da Administração Pública.

«Também no âmbito da iniciativa iSimplex estão em curso diversas medidas que concorrem para a simplificação de processos, procurando também tornar o acesso ao atendimento público mais rápido e inclusivo, ou através da criação de algoritmos que permitam prever a sinistralidade rodoviária em função de fatores externos, ou obter indicadores sobre situações de risco de abandono escolar precoce ou identificar padrões que permitam prever situações de violência doméstica», disse.

O Secretário de Estado para a Transição Digital, André de Aragão Azevedo, também esteve presente na conferência.