Saltar para conteúdo

Notícias

2020-06-18 às 17h53

Ministro da Defesa Nacional destaca papel das Forças Armadas no combate à pandemia

Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, na homenagem às Forças Armadas pelo serviço prestado de combate à pandemia, Oeiras, 18 junho 2020
O Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, homenageou os militares dos três ramos das Forças Armadas que participaram no combate à pandemia de Covid-19 nos últimos meses.

Em Oeiras, no Forte de São Julião da Barra, o Ministro entregou a medalha da Defesa Nacional a quatro chefes militares: o almirante Silva Ribeiro, Chefe do Estado Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), o almirante Mendes Calado (Armada), o general Nunes da Fonseca (Exército) e o general Nunes Borrego (Força Aérea).

Os restantes 36 militares, com postos de oficial a soldado, e devido às regras quanto à pandemia, irão receber as suas medalhas em cerimónias posteriormente.

Gomes Cravinho elogiou o esforço dos militares durante as fases mais difíceis do surto do novo coronavírus e enumerou contributos como a produção de gel desinfetante no Laboratório Militar e a presença de pessoal médico na linha da frente.

«Deixo bem vincado o meu reconhecimento público a todos os homens e mulheres, oficiais, sargentos e praças das nossas Forças Armadas que, encarnando os valores do dever e do serviço, se destacaram na forma como enfrentaram este inimigo novo e invisível», disse.

Melhorar contributo militar para emergências complexas

O Ministro da Defesa Nacional afirmou também que «a melhoria do contributo militar para a resposta a emergências complexas» é uma das prioridades da presidência portuguesa da União Europeia, agendada para o primeiro semestre de 2021.

Emergências como a pandemia de Covid-19 «poderão vir a ser mais frequentes no futuro, nomeadamente por via dos riscos resultantes das alterações climáticas, ou das transformações na biotecnologia ou no ciberespaço», referiu.

Gomes Cravinho sublinhou que as respostas não podem ser «meramente nacionais» e, neste sentido, Portugal «teve um papel pioneiro no quadro da NATO e da União Europeia na troca regular de lições aprendidas entre aliados no combate à Covid-19».

Além da melhoria do contributo militar, a melhor coordenação a nível europeu será outra das grandes metas da presidência portuguesa. «Isto exige-nos grande capacidade de adaptação e inovação – duas qualidades evidenciadas por todas e todos os que hoje aqui honramos», acrescentou.

O Ministro referiu ainda que os gastos em Defesa Nacional pelo Estado não devem ser entendidos como despesa «mas antes como um investimento em meios e capacidades vitais para proteger os portugueses de todo o tipo de ameaças e riscos, como esta pandemia veio demonstrar».