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2021-05-06 às 16h29

Europa deve combinar resposta de emergência com políticas para aumentar competitividade

Primeiro-Ministro António Costa durante a intervenção na cimeira promovida pela Confederação Europeia de Sindicatos (ETUC), Porto, 6 maio 2021 (Foto: Tiago Petinga)
O Primeiro-Ministro António Costa afirmou que «chegou o momento de combinar a emergência com a recuperação, a proteção de emprego com a criação de emprego e a prevenção das falências com investimento para aumentar a competitividade».

No Porto, durante a intervenção na cimeira promovida pela Confederação Europeia de Sindicatos (ETUC), o Primeiro-Ministro salientou que «combater os efeitos imediatos da crise não permite que se negligencie os desafios estratégicos para o futuro».

«É por isto que temos de implementar rapidamente uma recuperação económica e social, baseada nos impulsos da transição climática e da transição digital, e garantir que a recuperação é justa e inclusiva para que ninguém fique para trás», destacou.

António Costa reiterou que «as economias e as sociedades só vão recuperar verdadeiramente de uma forma sustentável se a recuperação for justa para todos».

O Primeiro-Ministro reconheceu os receios provocados pelas transições climáticas e digitais e referiu a obrigação de «criar oportunidades para todos e preparar cidadãos, economias e sociedades para os desafios destas transformações».

«Precisamos de garantir o pilar social da União Europeia como a base da confiança na transição climática e na transição digital», acrescentou. «A implementação do pilar social é a melhor ferramenta para mostrar aos cidadãos que o que pode parecer uma ameaça é, na verdade, uma oportunidade para criar mais e melhor emprego, para ser mais competitivo e para ter uma proteção social mais sustentável e efetiva», disse.

Para isso, será fundamental «investir mais na educação, na qualificação e na aprendizagem ao longo da vida» e «investir mais na ciência e na inovação e ter empresas e um setor agrícola mais competitivos e sustentáveis para aceder mais facilmente aos mercados globais».

«Precisamos de coesão social e de uma forte proteção social baseada na solidariedade intergeracional. E precisamos de fazer tudo isto juntos», frisou.

O Primeiro-Ministro afirmou que a Cimeira Social do Porto «é uma oportunidade única para unir os Estados-membros em torno daquilo que os distingue enquanto europeus: valores e modelo social». «Não podemos desperdiçar esta oportunidade de construir uma Europa ambiciosa e solidária, uma Europa baseada nas pessoas», acrescentou.