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2020-02-07 às 13h46

Dívidas do Serviço Nacional de Saúde no mínimo

Primeiro-Ministro António Costa e Ministra da Saúde, Marta Temido, na inauguração da requalificação dos blocos Operatório Central e de Partos do Hospital de Santarém, 7 fevereiro 2020 (foto: Miguel A. Lopes/Lusa)
O Primeiro-Ministro António Costa afirmou que o Estado reduziu, em 2019, a divida do Serviço Nacional de Saúde em 550 milhões de euros, e até ao próximo mês serão saldados mais 200 milhões. «Entrámos este ano com a menor dimensão de pagamentos em atraso», acrescentou.

O Primeiro-Ministro, que inaugurou a requalificação do Bloco Operatório Central e do Bloco de Partos do Hospital de Santarém, disse que «o maior reforço de sempre de dotação no Orçamento do Estado», permite ao SNS ter condições como há muito não existiam.

António Costa disse também que «o fundamental agora é transformar esses 941 milhões de euros de dotação em qualidade do serviço prestado» aos utentes, criando «melhores condições para atrair e motivar os profissionais, melhores condições de instalações, melhores condições de equipamentos».

O objetivo do Governo é ainda criar «condições de internalizar no SNS muito do dinheiro» que o Estado está a gastar através da contratualização de serviços no setor privado.

Listas de espera com redução

A Ministra da Saúde, Marta Temido, afirmou que as listas de espera para consulta nos hospitais portugueses tiveram uma redução de 40% em 2019, segundo dados provisórios, acrescentando que «nunca houve tão poucos doentes à espera de uma consulta hospitalar como no ano de 2019». 

Os dados provisórios referidos pela Ministra, «só podem melhorar» com as medidas tomadas no final do ano passado, referindo que ainda assim o Estado e as administrações hospitalares não cumpriram «na plenitude os objetivos traçados» para «controlar o problema das listas de espera».

Por isto, a qualificação do acesso às consultas e cirurgias vai manter-se como «uma prioridade no ano de 2020», com o Serviço Nacional de Saúde a «precisar de investir para ter mais cuidados, em volume, em quantidade, mas também em qualidade, em humanização e em tempo resposta», disse ainda Marta Temido.

O hospital de Santarém foi «um dos que recuperou claramente no tempo de espera», devendo a requalificação do Bloco Operatório Central e do Bloco de Partos ter impacto positivo.

O Primeiro-Ministro e a Ministra da Saúde, Marta Temido, inauguraram a requalificação das duas unidades do hospital, que representou um investimento de cerca de 6,5 milhões de euros, dos quais 4,1 milhões em obras e 2,4 milhões em equipamentos.

Este investimento irá permitir reforçar a capacidade de resposta do Hospital de Santarém em intervenções cirúrgicas e número de partos.