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2021-01-21 às 20h36

«Cumpram o confinamento para que os alunos possam voltar às escolas o mais depressa possível»

Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, apresenta reorganização do calendário letivo devido ao confinamento, Lisboa, 21 janeiro 2021 (foto: José Sena Goulão/Lusa)
«O Conselho de Ministros decidiu proceder à interrupção de todas as atividades letivas durantes as próximas duas semanas, de 22 de janeiro a 5 de fevereiro», disse o Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, numa declaração, em Lisboa, na sequência da conferência de imprensa no final do Conselho de Ministros. 

«Estes 15 dias vão ser compensados no Carnaval, na Páscoa e com uma semana no final do ano letivo», disse, acrescentando que já tinha sido decidida «uma extensão deste ao letivo, prevendo o que pudesse acontecer e para trabalhar na recuperação das aprendizagens» prejudicadas no ano passado.

O Ministro referiu que «as famílias de todos os educandos com 12 anos ou menos terão as faltas ao trabalho justificadas, desde que não estejam em teletrabalho,» e serão apoiadas.

Para reduzir o impacto social da decisão, «teremos as escolas abertas, para servir refeições aos alunos da ação social escolar, e para receber os filhos dos trabalhadores essenciais», tal como já aconteceu no anterior confinamento, disse ainda.

Também «as Comissões de Proteção de Crianças e Jovens estarão a trabalhar e teremos as unidades das necessidades educativas especiais a funcionar, para que os apoios terapêuticos e as medidas adicionais possam chegar aos alunos».

«Nada substitui a vivência da escola»

O Ministro sublinhou que «nenhum perito afirmou, antes ou agora, que as escolas tenham sido um local relevante de propagação da doença». «Só a escola pública tem cerca de 1,2 milhões de alunos, e o processo educativo destes alunos vai ser sacrificado e eles vão ver os seus percursos formativos e, necessariamente, os seus sonhos afetados».

Por isso, «apelo a todos os que trabalham nas escolas e aos alunos, principalmente aos mais jovens, que cumpram este confinamento em casa, como o mesmo zelo, que, com muito orgulho vi, ser cumprido» anteriormente,

Tiago Brandão Rodrigues afirmou que «a experiência do ano passado mostra que nada substitui a vivência letiva presencial; nada substitui a ida à escola todos os dias, o aprender coisas novas ou o encontrar um novo amigo».

Assim, «é muito importante que criemos as condições para parar estes 15 dias, para que este sacrifício que os mais novos estão a fazer tenha algum efeito para mitigar a pandemia, para que possam voltar às escolas o mais depressa possível».

«Gostava de fazer um grande apelo à sociedade para que cumpra, de forma estrita, todas as regras, para que possamos combater a pandemia e reduzir o período de afastamento dos alunos das escolas», disse ainda.