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2020-09-10 às 20h55

Cooperação entre países do sul é fundamental para pôr em marcha o programa de recuperação europeu

Chefes de Estado ou de Governo da Grécia, Itália, Chipre, França, Portugal, Espanha e Malta na cimeira da Europa do sul, Ajaccio, 10 setembro 2020
Primeiro-Ministro António Costa, Presidente francês Emmanuel Macron, Presidente do Conselho de Ministros italiano Guiseppe Conte, Presidente do Governo espanhol Pedro Sanchez na cimeira da Europa do sul, Ajaccio, 10 setembro 2020
O Primeiro-Ministro António Costa reuniu-se com os Presidentes de França, Emmanuel Macron, e de Chipre, Nicos Anastasiades, os Presidentes do Conselho de Ministros italiano, Giuseppe Conte, e do Governo espanhol, Pedro Sanchez, e os Primeiros-Ministros grego, Kyriakos Mitsotakis, e maltês, Robert Abela, em Ajaccio, na região francesa da Córsega.

Na sua declaração, o Primeiro-Ministro afirmou que a cooperação entre os países da Europa do Sul é fundamental para pôr em marcha o programa aprovado no Conselho Europeu de 17-21 de julho.

«O último Conselho Europeu antes das férias a Europa teve um momento histórico ao afirmar a capacidade de a Europa responder unida à crise sanitária do Covid-19, mas também de se unir num programa ambicioso de reconstrução e resiliência, tendo em vista acelerar a transição digital e energética do ponto de vista da ação climática», disse.

A cooperação entre os países do Sul «é fundamental para pôr em marcha este programa, para reforçarmos as sinergias, e em conjunto podermos, designadamente no domínio da energia, contribuir para que a Europa acelere o seu processo de transição energética», disse, acrescentando que «esta é uma agenda que devemos desenvolver em conjunto, para ajudar o conjunto da União Europeia». 

Solidariedade com Grécia e Chipre

O Primeiro-Ministro referiu que «se queremos recuperar economicamente e reforçar a nossa resiliência, combater o desemprego, apoiar o rendimento das famílias, e apoiar as nossas empresas, é também fundamental que o ambiente internacional seja favorável à recuperação».

A crise gerada pela pandemia «é uma crise global, e a multiplicação de crises geopolíticas não favorecerá a recuperação económica global. É, por isso, essencial apostar no diálogo e na criação de condições para que a economia global possa recuperar», sublinhou.

Por isto, «é muito importante que estejamos aqui todos a expressar a nossa solidariedade incondicional à Grécia e a Chipre» nos seus diferendos com a Turquia, tal como é «da maior importância apoiar as iniciativas que o Alto Representante para a Política Externa da União Europeia, Josep Borrell, e o Presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, têm em mãos, de forma a podermos chegar ao Conselho Europeu de 24 e 25 de setembro em condições para tomarmos as decisões» adequadas, «para que, como disse o Primeiro-Ministro grego, a solidariedade não seja apenas uma palavra».

Europa, fator de equilíbrio

António Costa afirmou que o mundo precisa «de uma Europa que seja um fator de equilíbrio à escala global», o que implica «uma agenda comum que permita rebalancear as políticas de vizinhança, e, sem desvalorizar a importância da fronteira oriental, também não desvalorize, mas, pelo contrário, coloque no primeiro plano, os nossos vizinhos do sul» do Mediterrâneo. 

«Precisamos de uma agenda positiva a desenvolver com estes países, no domínio do conhecimento, da energia, e das migrações», disse, acrescentando que «as migrações têm uma dimensão interna à União Europeia, que se expressa em solidariedade, e uma dimensão externa que tem de se apoiar numa política de promoção dos direitos humanos, da paz, do desenvolvimento e da prosperidade partilhada, que é a forma inteligente de regularmos de forma eficaz as migrações».

O Primeiro-Ministro concluiu afirmando que «a Europa é feita de várias regiões e este conjunto de países da Europa do Sul contribui muito importante para o conjunto da União Europeia. Estes países não se juntam para dividir, juntam-se para dar mais força à União». 

A cimeira aprovou uma declaração final.