Governo anuncia lançamento de programas Tech Visa e Keep para empresas tecnológicas
O Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, anunciou o lançamento dos programas Tech Visa e Keep criados a pensar na competitividade das empresas tecnológicas a operar em Portugal.
Os programas fazem parte do pacote de 19 medidas para acelerar o crescimento, anunciadas em julho pelo Governo, e que estão agora em condições de arrancar.
Durante a abertura do 28.º congresso da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações, em Lisboa, o Ministro referiu que o programa Tech Visa surge após o sucesso do Start Up Visa, sendo agora dirigido a grandes empresas da área tecnológica e, em particular, de software.
Manuel Caldeira Cabral afirmou que o Tech Visa possibilitará a vinda «de quadros altamente qualificados para Portugal de uma forma mais aberta e mais simplificada». «Vamos certificar estas empresas, responsabilizá-las e facilitar muito mais a contratação» disse, acrescentando que os contratos terão de obedecer ao período mínimo de dois anos.
O Ministro referiu ainda que «estas empresas podem deixar de estar à espera meses para que os vistos de trabalho cheguem» pois se estar seis meses «à espera de uma pessoa no passado era mau, hoje é inaceitável».
Trabalhadores com participações no capital de empresas
O programa de incentivo fiscal KEEP (Key Employee Engagement Program) será dirigido a empresas de base tecnológica que paguem aos seus trabalhadores com participações no capital.
«É uma medida pensada para as startups desta área, muitas vezes a concorrer pelos melhores trabalhadores com grandes empresas» e que «podem, através de participações na empresa, dizer que têm um projeto em que os trabalhadores também vão participar do sucesso», explicou Manuel Caldeira Cabral.
O Ministro referiu que, desta forma, os projetos serão mais atraentes na captação de trabalhadores altamente qualificados, pois conseguirão pagar salários justos e suficientes para manter os trabalhadores, porque lhes dá uma «motivação adicional, pagando uma parte em participações do capital, fazendo com que se sintam mais participantes nestas empresas».
Caldeira Cabral disse ainda que Portugal está, neste momento, a ter um bom ciclo de crescimento e que o setor tecnológico está a contribuir diretamente através do «aumento da produção, do emprego e das exportações na área do digital e do software» e, indiretamente, pelo efeito transversal que o digital tem em todos os setores industriais» e que «todas as empresas estão a aproveitar».
