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2026-01-23 às 10h56

Primeiro-Ministro: "Não há alternativa às Nações Unidas" e apela à unidade europeia

Primeiro-Ministro Luís Montenegro faz declaração à chegada ao Conselho Europeu, Bruxelas, 22 janeiro 2026 (Gonçalo Borges Dias/GPM)
O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, defendeu hoje a necessidade de uma posição europeia concertada num contexto internacional marcado por incerteza política, económica e de segurança, reiterando que "não há alternativa às Nações Unidas" enquanto espaço central de concertação internacional.

À chegada à reunião extraordinária do Conselho Europeu, em Bruxelas, Luís Montenegro sublinhou que é a altura de a Europa defender os princípios da soberania e da integridade territorial dos seus Estados de forma unida e firme, privilegiando a relação transatlântica com os Estados Unidos da América.

"É a altura de reafirmarmos a unidade e a firmeza da Europa", afirmou.

Referindo-se às atuais tensões internacionais, o Primeiro-Ministro reconheceu um cenário de imprevisibilidade e sublinhou que a principal lição a retirar é a importância da coesão europeia.

"Quando a Europa está firme e unida, os seus pontos de vista podem ser salvaguardados. Quando a Europa se divide em posições muito individualizadas e pouco concertadas, naturalmente fica mais frágil", disse.

Sobre a criação de um Conselho de Paz para acompanhar e monitorizar o processo de paz na Faixa de Gaza, Luís Montenegro avisou que "qualquer visão alternativa às Nações Unidas" seria desajustada e não terá o acolhimento de Portugal.

"Não há alternativa às Nações Unidas, é nas Nações Unidas que o contexto multilateral se expressa e a concertação das Nações se deve evidenciar", acentuou.

O Primeiro-Ministro admitiu, no entanto, que a ideia de um Conselho de Paz para acompanhar o processo de paz na Faixa de Gaza "pode eventualmente ter algum desenvolvimento e alguma participação", sublinhando que tudo o que extravase esse objetivo, de natureza concorrencial com o espírito e funcionamento das Nações Unidas, "parece-nos completamente desajustado".

Luís Montenegro acrescentou que Portugal irá procurar uma posição europeia de unidade também sobre esta matéria.

"É isso que Portugal fará", afirmou.