O Primeiro-Ministro Luís Montenegro afirmou que a "boa condição" que a economia vive é o momento adequado para flexibilizar a legislação laboral, adequando-a às novas realidades económicas e sociais. O Primeiro-Ministro intervinha na abertura do Millennium Portugal Exportador, em Santa Maria da Feira, perante empresários dos setores mais exportadores.
"Temos de aproveitar agora que estamos numa boa condição. Não é quando estivermos numa situação de crise que vamos mexer nas estruturas da nossa economia para depois a tornar mais produtiva e rentável", disse Luís Montenegro.
Uma legislação laboral mais flexível permitirá "potenciar ao nível máximo a capacidade das empresas", referiu, sublinhando que é precisa uma contribuição dos trabalhadores para que a sua relação mais flexível com a entidade empregadora seja um estímulo para que "a capacidade produtiva e a capacidade de rentabilidade sejam também maiores, e os salários possam crescer".
"Se não o fizermos, não vamos sair do rame-rame. E nós não queremos um Portugal do rame-rame. Nós queremos um Portugal pujante", disse, acrescentando que "não queremos projetos bloqueados no crescimento, não queremos salários baixos, não queremos que toda a gente esteja no limiar do salário mínimo".
Ambicionar ganhar mais
Luís Montenegro referiu que "pelo contrário, queremos que as pessoas possam ambicionar ganhar mais, possam crescer, e para isso temos de ter uma economia que duplique aquilo que está a crescer neste momento: que passe dos 2% para os 3% e depois dos 3% para os 3,5% e dos 3,5% para os 4%", anuais.
Afirmando que o Governo quer "menos impostos, mais simplificação, menos complexidade", acrescentou que quer "um ciclo de pujança económica", "duradoura", "um ciclo que fixe as pessoas e que torne as empresas competitivas para poderem ganhar e fidelizar os seus mercados".
A reforma da legislação laboral faz parte de um "triângulo de intervenção", que junta fiscalidade, combate à burocracia e flexibilidade da legislação laboral, que produzirá "um efeito ainda mais virtuoso na economia, na vida das empresas, na vida do sistema financeiro".