O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, afirmou, em Coimbra, onde acompanhou a evolução da situação meteorológica, estar confiante de que o pior já terá passado na zona do Baixo Mondego, sublinhando, ainda assim, a necessidade de manter vigilância nas próximas horas.
"A situação aponta para termos algum otimismo, que não deve significar relaxe nas próximas horas. Ainda estamos sob precipitação intensa e ainda teremos um pico na capacidade, nomeadamente da barragem da Aguieira", afirmou.
O Primeiro-Ministro destacou que a coordenação das operações na gestão das barragens foi determinante para reduzir os impactos do mau tempo e mitigar os riscos de cheias e inundações em várias regiões do país.
Em declaração no Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil de Coimbra, na presença da Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, e de autarcas da região, Luís Montenegro salientou que a gestão efetuada no rio Mondego — à semelhança do que aconteceu nos principais cursos de água do país — foi decisiva para antecipar os efeitos da adversidade meteorológica.
A Agência Portuguesa do Ambiente procedeu a descargas controladas, de forma integrada e monitorizada, criando margem de encaixe nas barragens com maior capacidade de armazenamento, permitindo cheias controladas e prevenindo cenários mais gravosos.
Esta articulação estendeu-se também aos rios internacionais, através de uma coordenação estreita com as autoridades espanholas. "Foi isso que aconteceu no rio Mondego e aconteceu também noutros rios", afirmou o Primeiro-Ministro, que agradeceu publicamente a cooperação do Governo espanhol e das autoridades regionais envolvidas.
O Governo mantém todos os meios no terreno e continua a acompanhar a evolução da situação, priorizando a segurança das populações e a recuperação das zonas afetadas.