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2025-11-12 às 15h44

"Estamos no bom caminho, mas queremos mais". Primeiro-Ministro reforça confiança no investimento para um "Portugal que vale a pena"

Primeiro-Ministro Luís Montenegro intervém no Portugal Markets Day, Lisboa, 12 novembro 2025 (Gonçalo Borges Dias/GPM)
O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, afirmou que "Portugal é hoje um destino principal para o investimento", acrescentando que "o Governo está firmemente empenhado em melhorar as condições para os negócios, um local onde as firmas prosperam, os salários sobem, e o bem-estar social continua a avançar".

Na sua intervenção no Portugal Capital Markets Day 2025, Luís Montenegro referiu que "Portugal tem muito sucesso em atrair investimento estrangeiro", o que é "sinal de que estamos no bom caminho, mas queremos mais, muito mais".

"Estamos firmemente empenhados em transformar Portugal num dos mais vibrantes e dinâmicos centros para as tecnologias emergentes", disse ainda, afirmando que o Governo está a executar um "processo de transformação estrutural e estratégico".

Desempenho económico

O Primeiro-Ministro disse que, "apesar do contexto internacional incerto, a economia portuguesa tem apresentado sinais sólidos de crescimento e estabilidade", apontando dados como o crescimento do PIB (2026 será o quinto ano consecutivo em que o País crescerá mais do que a zona euro e a União Europeia), o pleno emprego e o superávite orçamental em 2025 e em 2026.

Referiu ainda a redução do peso da dívida pública face ao PIB, "muitas vezes assinalado na Europa", lembrando que "Portugal atravessou, há cerca de 15 anos, uma muito profunda crise financeira da qual saímos com um endividamento de 134% em 2020", mas que baixará para menos de 88% do PIB em 2026.

Transformações

A este desempenho económico e financeiro juntam-se "transformações que sustentam um ciclo de crescimento virtuoso e duradouro", aproveitando as características geográficas do país ("um ativo económico enorme"), e o capital humano. Estas transformações destinam-se a "reter o nosso talento e para atrair talento externo", para tornar a economia mais competitiva.

Luís Montenegro referiu ainda os "investimentos significativos em setores essenciais", destacando as energias renováveis (70% da produção), nas quais "o custo da nossa energia é o terceiro mais barato da UE".

Sociedade coesa e segura

Portugal é também "uma sociedade coesa" e empenhada "em pôr o crescimento ao serviço de uma distribuição justa da riqueza", em particular "para ajudar os que se encontram em situação mais vulnerável" a sair da pobreza.

É ainda um país seguro, "o que é um elemento na qualidade de vida dos cidadãos", um elemento insubstituível do respeito pelos direitos e liberdade de cada um, e um fator de competitividade. 

O Primeiro-Ministro sublinhou que o Governo tem dado prioridade a esta política para impedir que fenómenos de certa criminalidade sejam subestimados hoje e sejam mais dificilmente combatidos depois. "Não subestimamos os sinais de preocupação" para "garantir que continuaremos a ser um dos países mais seguros do mundo", disse.

Vale a pena trabalhar

O Governo está também num caminho de redução dos impostos sobre o trabalho e sobre as empresas como esteio da nossa política económica. "A política fiscal não é um instrumento de política financeira". "A receita dos impostos importa à receita financeira do Estado", mas "a definição dos impostos é um instrumento de política económica e de justiça social", afirmou.

"Quando estamos a descer os impostos sobre o trabalho estamos a sinalizar que vale a pena trabalhar mais e produzir mais, porque quanto mais produzir, maior rendimento terá do seu esforço". E as empresas, "mais capacidade terão para pagar melhores salários e investir em novos meios produtivos", disse.

E "dizemos às pessoas que estamos a diminuir os impostos por muito tempo e que podem contar com essa previsibilidade", acrescentou, referindo o "programa único no contexto europeu" de favorecimento dos jovens até aos 35 anos no seu início de vida ativa, através de desconto no IRS durante os 10 primeiros anos de atividade: 100% no primeiro ano, 75% no segundo, terceiro e quarto, 50% no quinto, sexto e sétimo anos, e de 25% nos oitavo, nono e décimo anos.

Luís Montenegro referiu também as transformações importantes na habitação, investimentos do PRR, investigação e inovação e sua ligação às empresas, reformulação do setor público, crítico para a competitividade e infraestruturas (aeroporto, ferrovia AV, interconexões elétricas).