Os bons resultados em termos de crescimento económico e de desempenho orçamental em 2025, tornam-se ainda mais claros quando são postos em comparação com a Área do Euro.
O PIB real português cresceu 1,9%, um valor superior ao crescimento de 1,5% na Área do Euro e a taxa de desemprego – historicamente baixa – foi de 6%, um valor inferior ao da Área do Euro, com 6,3%.
De acordo com os dados acumulados dos três primeiros trimestres de 2025, os salários em Portugal cresceram 5,3%, um valor superior ao crescimento de 4,0% na Área do Euro.
O saldo orçamental, em percentagem do PIB e acumulando os três primeiros trimestres de 2025, foi de 2,5%, bastante superior a -3,1% na Área do Euro;
Em 2025 teremos um superavit orçamental ligeiramente superior aos 0,3% do PIB previstos no Orçamento do Estado.
No final de 2025, a dívida pública portuguesa cifrou-se em 89,7% do PIB (abaixo dos 90%, algo que não acontecia há 16 anos), e só ligeiramente superior ao da Área do Euro (88,1%), situação que se deverá inverter em 2026; e
Por fim, verificou-se uma taxa de inflação de 2,2%, muito próxima do que se verificou na Área do Euro (2,1%).
Em suma, estes indicadores trouxeram a Portugal um significativo reconhecimento internacional, nomeadamente junto dos investidores que financiam o Estado e, também, o setor privado, com tradução, quer ao nível dos spreads mínimos pagos pelas emissões do Tesouro, quer pelas sucessivas melhorias do rating da República e de muitas das maiores empresas privadas.
Este Governo tem desenvolvido na gestão orçamental, que hoje podemos dizer que temos uma margem que nos permite enfrentar situações adversas e extraordinárias como esta, suportando o apoio às vítimas das tempestades, quer na dimensão do alívio direto das famílias e empresas, quer no processo de reconstrução.
Contudo, é imprescindível que o esforço de ajuda no âmbito das tempestades decorra num quadro de sustentabilidade orçamental, não nos desviando daquele que é o caminho das contas públicas equilibradas que temos seguido até aqui.
O Grupo do Banco Português de Fomento tem-se reafirmado como um ator central no desenvolvimento económico e social de Portugal, sobretudo através do financiamento e da capitalização das empresas.
No âmbito da resposta às intempéries, destacou o lançamento do Programa BPF Apoio à Reconstrução, com linhas destinadas a "assegurar a recuperação célere da atividade económico" e "minimizar o impacto social nas zonas afetadas", integradas no desígnio de que "‘Reerguer Portugal’ não é só um ‘slogan’, é um verdadeiro plano nacional, com medidas concretas".
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